PNR celebra Restauração no Porto junto ao Monumento ao Esforço Colonizador

Partido de extrema-direita diz que “os sucessivos governos” têm cometido “políticas suicidas, criminosas e de lesa-Pátria com as suas práticas danosas e fraudulentas”.

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Manifestação do PNR em Janeiro deste ano em apoio às forças de segurança Nuno Ferreira Santos

O Partido Nacional Renovador (PNR) vai comemorar o 1º de Dezembro com uma “homenagem aos heróis da nossa história” junto ao monumento ao Esforço Colonizador, na Praça do Império, no Porto.

O partido de extrema-direita diz que este feriado, “a par com o 10 de Junho, é uma data maior no calendário” dos feriados civis e nele se celebra a “Restauração”. “Em 1640 era imperiosa a Restauração da nossa independência e a libertação do jugo de Castela! Hoje, mais do que nunca, impõe-se a restauração dos valores morais e éticos, do serviço à comunidade, da honestidade, do orgulho nacional…”, diz o anúncio da comemoração colocado no site do PNR.

A nota acrescenta que “os sucessivos governos têm prejudicado o país de forma quase irreparável, senão mesmo irreparável em diversos domínios, com as suas políticas suicidas, criminosas e de lesa-pátria, e com as suas práticas danosas e fraudulentas”.

“Hoje, mais do que nunca, a esquerda e a sua extrema ditam o nosso dia-a-dia e aprovam legislação fracturante e corrosiva, desde a concessão de nacionalidade a imigrantes invasores, à imposição da ideologia de género e da cultura de morte, até ao atentado à propriedade privada e ao mérito, passando pelo revisionismo histórico”, diz ainda.

O PNR convoca assim “os seus militantes, apoiantes e patriotas de boa vontade” a juntarem-se à sua comemoração, na qual consta ainda “um almoço-convívio no restaurante O Charme Acontece”. As cerimónias acontecem sob o lema “restaurar é preciso: Já!”

Monumento executado em 1934

O Monumento ao Esforço Colonizador foi executado e projectado por Sousa Caldas e Alferes Alberto Ponce de Castro em 1934, tendo sido construído expressamente para a Exposição Colonial, inaugurada em Junho desse ano junto ao Palácio de Cristal. Cinquenta anos depois (1984) foi colocado na Praça do Império, pelo então Presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP) Paulo Vallada.

Com um estilo Art-Déco é constituído por um conjunto de paralelepípedos de granito encastrados que se eleva a cerca de 10 metros de altura. No topo tem as armas de Portugal. Na base estão seis figuras simbolizando o esforço colonizador representando a mulher, o missionário, o militar, o comerciante, o médico e o colono.

No ano passado, a CMP revelou no seu site da internet que o monumento tinha sido vandalizado, tendo sido pintado de vermelho e preto e com ofensas às personagens nele representadas. O vandalismo aconteceu em Junho, nos dias seguintes às comemorações do Dia de Portugal.