Jean-Paul Dubois vence Prémio Goncourt 2019

Tous les hommes n’habitent pas le monde de la même façon valeu ao antigo jornalista a mais prestigiada distinção das letras do mundo francófono. Os prémios Renaudot foram para Sylvain Tesson e para Eric Neuhoff.

Capital de risco
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Jean-Paul Dubois na varanda do restaurante Drouant CHRISTOPHE PETIT TESSON/ EPA

O romance Tous les hommes n’habitent pas le monde de la même façon (Editions de l’Olivier) valeu ao escritor francês Jean-Paul Dubois, 69 anos, o Prémio Goncourt 2019, a mais prestigiada distinção no mundo das letras francófonas.

O prémio foi anunciado à hora do almoço desta segunda-feira, no restaurante Drouant, no centro de Paris. E logo de seguida, também como manda a tradição, ficou a saber-se que o Prémio Renaudot foi para Sylvain Tesson, 47 anos, pelo livro La Panthère des Neiges (Gallimard); já o Renaudot Ensaio distinguiu o jornalista do Figaro Eric Neuhoff, 63 anos, pela publicação (Très) cher cinema français (Albin Michel).

Tous les hommes n’habitent pas le monde de la même façon é, segundo o Figaro, “um romance simultaneamente perturbador e nostálgico sobre a felicidade perdida”. Bateu, na corrida final, e por escolha de um júri de dez personalidades presidido pelo bem conhecido escritor e jornalista Bernard Pivot, os três outros nomeados: a belga Amélie Nothomb, 53 anos, com Soif (Albin Michel), que era vista nos meios literários como a principal concorrente de  Dubois; Jean-Luc Coatalem, 60 anos, com La Part du Fils (Stock), e Olivier Rolin, 72 anos, com Extérieur Monde (Gallimard).

Jean-Paul Dubois, nascido em Toulouse em 1950, foi durante anos repórter da revista Le Nouvel Observateur, mas abandonou o jornalismo para se dedicar à escrita literária, quando, em 2004, viu o seu romance Une Vie Française (L’Olivier) ser distinguido com os prémios Femina e FNAC. O Goncourt vem agora consagrar uma obra já extensa, com mais de vinte títulos publicados no decorrer das últimas três décadas.