Líder da FIFA e o racismo: “Temos de interromper o jogo”

Gianni Infantino alerta para a necessidade de o futebol enviar “uma mensagem forte” contra a discriminação.

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LUSA/MONIRUL ALAM

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, considerou nesta quinta-feira que é preciso agir com firmeza contra o racismo no futebol e criticou os incidentes ocorridos na segunda-feira, no jogo entre as selecções de Bulgária e Inglaterra.

“Precisamos de enviar uma mensagem forte. Se há racistas que insultam os futebolistas, temos de interromper o jogo. Não podemos deixar que os racistas ganhem, o futebol deve continuar a ser um espectáculo, temos de castigar essas pessoas”, disse Infantino, durante uma visita ao Bangladesh.

O jogo de qualificação para o Europeu de 2020 foi vencido pela Inglaterra, por 6-0, e ficou marcado pelos persistentes insultos do público búlgaro a vários jogadores ingleses, entre eles Tyrone Mings, que levaram o árbitro a interromper duas vezes o encontro.

Além dos insultos contra alguns futebolistas ingleses, foi também visível nas imagens da transmissão televisiva que os adeptos da selecção anfitriã presentes no Estádio Nacional Vasil Levski, em Sófia, efectuaram saudações nazis.

Em Daca, o presidente da FIFA falou também sobre o Mundial de 2022, no Qatar, desvalorizando o “receio” de que os estádios tenham pouco público, como sucedeu recentemente nos Mundiais de atletismo, devido às elevadas temperaturas.

“O futebol é o desporto número um no mundo, encheremos um estádio no Qatar como em qualquer outro lugar do mundo”, disse Infantino, acrescentando que “as temperaturas serão as ideais”.

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