Termina terceira fase: mais de 46 mil colocados no ensino público

Resultados da 3.ª fase de acesso confirmam aumento da procura. Maiores ganhos foram de instituições fora de Lisboa e Porto.

Universidade de Coimbra
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Paulo Pimenta

Um total de 46.058 estudantes foi este ano colocado no ensino superior, revelam os dados da terceira e última fase do concurso nacional de acesso, que são divulgados esta sexta-feira. Estes números confirmam um aumento da procura do sector, que se começou a prever desde a fase de candidaturas à 1.ª fase de ingresso. Há mais 1,6% de colocados do que no ano passado. Os maiores ganhos acontecem em instituições localizadas fora de Lisboa e do Porto.

Ainda que tenha acabado com os cortes cegos de 5% nas vagas das duas principais cidades do país, que vigoraram no ano passado, o Governo manteve limitações à oferta nestas instituições. Por isso, não é surpreendente que, no final das três fases do concurso de acesso, as maiores perdas de estudantes aconteçam nos politécnicos de Lisboa e do Porto (menos 51 e 38 estudantes, respectivamente) e também na Universidade de Lisboa, que tem menos 33 alunos face ao ano anterior.

Em sentido contrário, o maior crescimento acontece fora destas cidades, com destaque para os politécnicos de Setúbal (mais 126 alunos), Bragança (90) e Guarda (76) e para as universidades da Beira Interior e da Madeira, que ganham 59 e 57 estudantes, respectivamente.

Especificamente, na 3.ª fase do concurso de acesso, cujos resultados são agora conhecidos, foram colocados 1402 estudantes em instituições públicas (mais 1,2% do que em igual período do ano passado). Destes, 840 alunos ainda não tinham qualquer matrícula no ensino superior. Os restantes optaram por voltar ao concurso para mudar de curso. Ao todo, candidataram-se à última fase de ingresso no superior 3688 candidatos. Os alunos agora colocados podem inscrever-se nas universidades e politécnicos a partir desta sexta-feira e até à próxima terça-feira.

Os números agora conhecidos elevam para 46.058 o total de colocados no concurso nacional de acesso deste ano, depois das três fases de candidatura. A tendência de crescimento da procura no sector ficou patente a partir da 1.ª fase de ingresso, cujos resultados foram conhecidos há um mês, e é confirmada por estes números finais. Ao todo, há mais 1,6% de colocados do que no ano passado.

O aumento da procura do superior levou também a um crescimento do número de vagas ocupadas. As instituições de ensino tinham colocado 50.860 lugares a concurso. A taxa de ocupação foi de 90,6%, acima dos 89,1% registados há um ano. Este indicador é consideravelmente mais elevado nas universidades, que preencheram 98% das vagas, do que nos institutos politécnicos, onde foram ocupados 81,2% dos lugares.

Ao todo, sobraram 2607 vagas (foram 3468 no ano passado), que podem ainda ser ocupadas no âmbito dos concursos especiais destinados, entre outros, a alunos com mais de 23 anos ou a titulares de cursos técnicos superiores profissionais. A estimativa do Ministério da Ciência e Ensino Superior é que, contabilizando todas as vias de ingresso, entrem este ano cerca de 77 mil novos estudantes no ensino superior.