Rui Rio questiona serviços mínimos para a greve dos motoristas

Líder do PSD diz que “algo vai mal” quando profissionais vão trabalhar oito horas por dia e isso “não chega para as encomendas”.

Rui Rio
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Rui Rio questiona a lógica de serviços mínimos LUSA/FERNANDO VELUDO

Rui Rio afirmou nesta quinta-feira se o Governo marcar serviços mínimos para a nova greve dos camionistas de matérias perigosas às horas extraordinárias e fins-de-semana revela “que algo não está bem” no trabalho destes profissionais.

“Alguma coisa está muito mal quando os profissionais dizem que vão trabalhar oito horas por dia e mesmo assim é preciso marcar serviços mínimos. Se os profissionais trabalham oito horas por dia, que é o tempo normal de toda a gente, não vão para os serviços mínimos. Estão no máximo, estão a fazer tudo”, afirmou aos jornalistas o presidente do PSD.

Rio questiona-se mesmo sobre a lógica de serviços mínimos: “Se tiverem de ser marcados serviços mínimos, porque oito horas de trabalho de cem por cento dos trabalhadores não chega isto não está bem.”  

O líder social-democrata diz ainda que com esta greve se vai “perceber melhor as condições em que esses profissionais trabalham. “Quando trabalham oito horas por dia, e na função pública só se trabalha sete, se o serviço não for feito na sua plenitude, nós percebemos que estes profissionais em média 10, 12, 13, 14 horas por dia. Isto não é aceitável para nenhum profissional. É ainda menos aceitável para quem anda na estrada a conduzir. É menos aceitável para conduz carros pesados. E é ainda menos aceitável para quem conduz carros pesados carregados de gasolina”, alertou.

Rui Rio vaticina mesmo que as oito horas por dia não vão “chegar para as encomendas” e que vai “ficar evidente que, em nome da segurança deles [motoristas] e nossa, e independentemente da componente salarial, as condições de trabalho têm de mudar”.