Crítica

Uma Malala por ano

Uma comédia de liceu francamente acima da média, mas demasiado apostada em ser a comédia de liceu de toda uma geração.

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Escrito por mulheres, dirigido por uma mulher e centrado em personagens femininas: um filme à medida do momento #MeToo

Molly e Amy passaram o ano a evitarem todas as distracções para garantir que tinham notas altas e conseguiam entrar nas universidades de topo. E vai-se a ver, descobrem no último dia de aulas, antes da festa de formatura do liceu, que os colegas de turma que se baldavam, iam a festas, ganzavam, curtiam… também vão entrar em universidades de topo. De repente, o mundo de Molly e Amy vira-se do avesso: andámos nós a marrar o ano todo e a sermos as nerds da turma e agora os outros todos também entram? Então de que é que serviu não termos curtido o ano de liceu? “Eu invoco Malala”, grita Molly, dando o pontapé de saída para uma noite de loucura sobre a qual nada mais dizemos, porque era estragar muito do gozo de Booksmart e das suas piscadelas de olhos à cultura pop contemporânea e às comédias de liceu que vieram antes dela.