Curta de Pedro Neves Marques passa nos festivais de Toronto e Nova Iorque

A Mordida apresenta-se como “um filme algures entre o terror, a ficção científica e um drama queer” e é a terceira curta do também artista plástico.

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A Mordida conta uma história de amor queer com mosquitos geneticamente modificados à mistura DR

A mais recente curta-metragem escrita e realizada pelo também artista plástico Pedro Neves Marques vai ser mostrada primeiro em Toronto e depois em Nova Iorque, divulgou a Portugal Film, a agência responsável pela distribuição da obra, esta terça-feira. A Mordida apresenta-se como “um filme algures entre o terror, a ficção científica e um drama queer” e filma uma relação poliamorosa e não-binária que se desenrola “entre uma casa na mata atlântica e uma fábrica de mosquitos geneticamente modificados em São Paulo”.

A ideia é “criar uma ficção algures entre o momento político actual e um futuro imaginado”, centrado em três personagens: um homem, uma mulher e uma mulher transgénero. Com 26 minutos de duração, o filme já foi mostrado como uma instalação no Pérez Art Museum Miami e agora será visto como curta-metragem. No Festival de Toronto, que acontece de 5 a 15 de Setembro, passará na secção Wavelengths, enquanto no Festival de Nova Iorque, que este ano começa a 27 de Setembro e acaba a 13 de Outubro, é exibido na secção Projections.

Pedro Neves Marques, nascido em Portugal em 1984 e hoje radicado em Nova Iorque, tem no currículo duas outras curtas: Semente Exterminadora, de 2017, e A Arte que faz Mal à Vista, de 2018.

A Mordida não será a única representante de Portugal nos dois festivais. Em Toronto, por exemplo, poderá ver-se A Herdade, de Tiago Guedes, e a estreia internacional de Sol Negro, curta da franco-portuguesa Maureen Fazendeiro que passou este ano em Vila do Conde, enquanto Nova Iorque mostrará Vitalina Varela, o novo filme de Pedro Costa, que terá a sua estreia mundial esta quinta-feira no Festival de Locarno.

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