Filme húngaro Eterno Inverno venceu o Festival Avanca 2019

Na nova competição de cinema de realidade virtual VR 360º, lançada nesta 23.ª edição, o galardão foi para o Lionhearted, de Ricardo Saleh (Alemanha), e o Prémio Estreia Mundial foi destinado à produção portuguesa Pieces, de Alexandre Cunha, Alexandre Lopes, João Lourenço, João Teixeira e Paulo Carvalho.

<i>Inverno Eterno</i>, de Attila Szasz
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Inverno Eterno, de Attila Szasz DR

O filme Eternal Winter (Inverno Eterno), do realizador húngaro Attila Szasz, é o principal vencedor dos 23.º Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia –​ Avanca 2019, que terminou este domingo em Ovar.

Inverno Eterno, um filme sobre as 700 mil vítimas húngaras dos campos de trabalho soviéticos, arrebatou o Prémio Cinema para a Melhor Longa-Metragem, o Prémio D. Quixote, da Federação Internacional de Cineclubes (FICC), o prémio de melhor fotografia e o de melhor actriz para Marina Gera, declarou à Lusa o presidente do Cineclube de Avança e do festival, António Costa Valente.

O certame, que encerrou domingo após dez dias de festival e cinco dias de competição, por onde passaram 36 filmes em estreia mundial e 84 em competição, entre os quais sete películas portuguesas na competição internacional, atribuiu uma menção especial ao filme inglês Taniel, de Garo Berberian.

O júri, constituído por Tariq Porter (Espanha) e Bernardo Cabral (Portugal), distinguiu ainda com menções especiais as longas-metragens Elvis Volta a Casa, de Fatmir Koci (Albânia), e O Sutiã, de Veit Helmar (Alemanha), que também recebeu o prémio de melhor argumento e melhor actor para Miki Manojlovic (um dos actores preferidos de Emir Kusturica).

Na nova competição de cinema de realidade virtual VR 360º, lançada nesta 23.ª edição, o galardão foi para o Lionhearted, de Ricardo Saleh (Alemanha), e o Prémio Estreia Mundial foi destinado a Pieces, de Alexandre Cunha, Alexandre Lopes, João Lourenço, João Teixeira e Paulo Carvalho (Portugal), e que foi uma produção da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), cujo júri foi constituído pela escritora Mariana Bento Lopes, o músico Sérgio Ferreira e o cineasta Sérgio Nogueira.

O Prémio Curta-metragem foi para o filme do Afeganistão Elephantbird, de Masoud Soheili, e o que arrecadou o prémio de Melhor Animação foi Tweet - Tweet, de Zhanna Bekmambetova, da Rússia. O júri foi constituído pela investigadora Anabela Oliveira e pelos cineastas Alexander Gratovsky e Roman Zhigalov (Rússia) e Dinis Costa, os programadores Antonio Delgado (Espanha), Larysa Yefymenko (Ucrânia) e Marcello Zeppi (Itália).

O documentário 8 Poems of Emigration, de Kurtulus Ozgen (Turquia), venceu o Prémio Televisão e o filme Stuka, de Ricardo Machado, recebeu uma menção especial. Little América, de Marc Weymuller (França), recebeu o Prémio Estreia Mundial Televisão. O júri foi constituído pelos realizadores Adriano Nazareth Jr., Manuel Paula Dias e Rui Nunes, o argumentista Henrique Vaz Duarte, os poetas António Souto e Manuel Freire, o actor Carlos Rico, o jornalista Fernando Pinho e os investigadores Leonel Rosa e Jean-Pierre Carrier (França).

O Prémio Vídeo foi atribuído a Bookanima: Dance, de Shon Kim (Coreia do Sul). O júri foi constituído pelos investigadores Carlos Fragateiro, Paulo Bernardino Bastos, o cineasta Rui Filipe Torres e o jornalista João Paulo Neves.

Nas categorias mais esperadas esteve a Competição Avanca, onde foi distinguida a curta-metragem Boca do Inferno, de Luís Porto. A Menor Resistência, de Rafael Marques e Francisco Moreira, recebeu uma menção especial.

O Prémio Estreia Mundial foi para A Tua Vez, de Cláudio Jordão e David Rebordão, enquanto o Prémio Melhor Longa-metragem foi arrecadado por Voar da Ponta dos Dedos, de Luís Margalhão. O júri foi constituído pelos cineastas Nicole Gratovsky (Rússia), Passos Zamith e Rui Martins e os programadores Artur Barros Moreira, Jesús Ramé López (Espanha), Luciana Abad (Argentina) e Pedro Medeiros.

O prémio para realizadores até 30 anos foi atribuído a Invasões Francesas, de César Santos, e o prémio para cineastas com mais de 60 anos foi para Um Café e 4 Segundos, de Cristiano Requião (Brasil).

Na conferência internacional Cinema - Arte, Tecnologia, Comunicação, o Prémio Eng. Fernando Gonçalves Lavrador, em homenagem póstuma a um dos mais relevantes investigadores portugueses na área da semiótica, estética e teoria do cinema, distinguiu as investigadoras Helena e Maria do Rosário Santana, da Universidade de Aveiro.