Três helicópteros Kamov parados autorizados a voar. Espanha envia aeronaves

Helicópteros estavam parados em Macedo de Cavaleiros. Dois aviões anfíbios pesados de Espanha deverão também começar a operar de imediato.

Helicóptero
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Daniel Rocha/Arquivo

Três helicópteros Kamov adquiridos pelo Governo para o combate aos incêndios vão receber autorização da Autoridade Nacional de Aviação Civil para voltarem a operar, confirmou, ao PÚBLICO, Sílvia Santos, porta-voz da ANAC.

Os helicópteros estavam parados em Macedo de Cavaleiros, onde foram alvo de verificações, adiantou a mesma fonte. Apesar de ainda não ter sido dada “luz verde” aos helicópteros, a porta-voz avança que, ao que tudo indica, “será esta segunda-feira” que estes poderão integrar o dispositivo de combate aos incêndios. 

Também esta tarde, o Ministério da Administração Interna anunciou que dois aviões anfíbios pesados de Espanha deverão começar a operar de imediato no incêndio de Vila de Rei. O auxílio foi disponibilizado depois de um pedido de Portugal no quadro do protocolo de cooperação técnica e assistência mútua entre os dois países em matéria de Protecção Civil.

No início do mês de Julho, o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa levantou a suspensão do concurso de aluguer de 15 helicópteros, que tinha sido impugnado por uma empresa concorrente, a Babcock. O pedido de levantamento da suspensão aprovado pelo tribunal tinha sido apresentado através da Força Aérea pelo Ministério da Defesa.

No pedido que apresentou ao tribunal, o ministério alegou que a suspensão do concurso e a consequente falta destes helicópteros considerados “essenciais” nesta época crítica de incêndios, colocava em risco “a defesa da vida e a segurança das populações”.

A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) disse, então, que a falta dos três Kamov punha em causa o dispositivo de combate aos incêndios para este Verão no ataque aos grandes fogos uma vez que apenas existiam oito aviões médios e dois aviões pesados que têm características diferentes.

O deputado do PSD Duarte Marques afirmou este domingo, na SIC Notícias, que, se os Kamov estivessem a funcionar, a situação teria sido diferente no distrito de Castelo Branco, muito fustigada desde sábado pelos incêndios.