Explosão de bomba da Segunda Guerra Mundial surpreende aldeia alemã

É frequente a detecção de bombas por explodir em todo o território alemão. Neste caso, a detonação terá sido espontânea.

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A cratera provocada pela bomba, vista de cima EPA/POLICE HANDOUT
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Uma bomba da Segunda Guerra Mundial explodiu na madrugada de domingo num campo de milho junto à aldeia alemã de Limburg-Ahlbach, a noroeste de Frankfurt, sem causar feridos. O rebentamento do artefacto de 250 quilos deixou uma cratera com dez metros de largura e quatro de profundidade, que foi localizada pela polícia germânica cerca das 17h20 de domingo e mais tarde fotografada através de recursos aéreos, antes de o caso ter sido tornado público nesta segunda-feira.

O estrondo da explosão, que foi registada perto das quatro da manhã (hora local), assustou a população da zona, que não se apercebeu de imediato da natureza do incidente. O abalo gerado pelo rebentamento teve uma magnitude estimada de 1,7 graus Richter.

O engenho explosivo foi entretanto identificado por peritos como um objecto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). “Ainda bem que o agricultor não estava no local”, disse um porta-voz do município de Limburg an der Lahn à televisão Hessischer Rundfunk, acrescentando ser natural a presença de um artefacto daquela natureza na região. “Com o antigo depósito ferroviário, fomos alvo de bombardeamentos no final da Segunda Guerra Mundial”, recordou o responsável, assinalando ainda que a zona se situava na rota de retirada dos soldados alemães.

Os fragmentos da bomba e a cratera provocada pela explosão continuam sob investigação, diz a Der Spiegel que cita comunicado policial.

Mais de 70 anos após o final da Segunda Guerra Mundial, bombas por explodir continuam a ser detectadas um pouco por todo o território alemão. Em Abril de 2018, por exemplo, o centro de Berlim teve de ser isolado durante a desactivação de um engenho. No caso da bomba que rebentou no domingo, a detonação terá sido espontânea. 

O fenómeno repete-se noutros pontos do continente europeu, como em Paris, onde outra bomba foi detectada e desactivada em Fevereiro deste ano.