As máquinas irão dispensar a bebida, mas serão os consumidores a ter de levar a garrafa
Foto
As máquinas irão dispensar a bebida, mas serão os consumidores a ter de levar a garrafa Maxim Shemetov/Reuters

Coca-Cola e Pepsi apostam em máquinas de venda de água sem garrafas de plástico

As duas empresas norte-americanas estão a testar o modelo em universidades e querem expandi-lo para mais consumidores. Negócio pretende responder às restrições do uso de plástico e ao aumento das vendas de água engarrafada.

Água filtrada, gasificada ou com sabores. A escolha é diversificada, mas tem uma condição em comum: são os clientes que têm de fornecer as garrafas para que possam adquirir a bebida. O negócio está a ser testado por duas empresas norte-americanas de refrigerantes rivais, a Coca-Cola e a Pepsi, nos Estados Unidos, e pretende reduzir a comercialização e produção de garrafas de plástico descartável.

As duas marcas, que estão também entre as maiores vendedoras de água engarrafada à escala mundial — com marcas como a Dasani (da Coca-Cola) e a Aquafina e a Lifewtr (da Pepsi) —, estão a espalhar distribuidoras de água em universidades e locais de trabalho nos Estados Unidos, conta o Wall Street Journal.

Quer a Pepsi, quer a Coca-Cola, diz o mesmo jornal, investiram na venda de água para colmatar o abrandamento das vendas de refrigerantes. Enquanto a compra de água engarrafada tem aumentado nos EUA, a de refrigerantes tem diminuído. Segundo dados da Beverage Marketing Corp, no ano passado a venda de água e de espumantes da Coca-Cola subiu 2% e da PepsiCo aumentou 4,6%,

As novas máquinas de distribuição de água também pretendem responder às restrições à produção de plástico descartável e às crescentes preocupações ambientais. Em Março deste ano, o Parlamento Europeu aprovou formalmente a proibição até 2021 do uso de determinados produtos de plástico de utilização única, como as palhinhas, varas de balões e cotonetes e as empresas norte-americanas preparam-se para que o mesmo possa acontecer nos Estados Unidos.

Não obstante, admitindo que, a curto e médio prazo, não se limite a produção e o consumo de plásticos descartáveis, os executivos da Coca-Cola e da Pepsi revelam que já registam uma alteração no comportamento dos consumidores. “Estes comportamentos estão a manifestar-se nas faculdades, universidades e nos locais de trabalho”, conta Scott Finlow, director de marketing da Pepsi, ao jornal norte-americano. “Acreditamos que [estes comportamentos] continuarão a aumentar”, acrescenta.

As máquinas estão ainda ligadas a uma aplicação de telemóvel que permite acompanhar os objectivos de consumo de água diário. As empresas planeiam agora estender a comercialização para estádios e hotéis.