Leilões do solar: “O que hoje é um sobreganho, a dez anos pode ser um sobrecusto”

Há riscos nos leilões do solar. O presidente da Enforcesco e da Enforce, João Nuno Serra, diz que um deles é que metade da potência de injecção na rede acabe nas mãos de um grande fundo de investimento.

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andreia carvalho

O presidente da comercializadora de energia Enforcesco e da empresa de engenharia Enforce está a olhar para os leilões de potência solar que vão acontecer no próximo mês com um duplo interesse. A Enforce quer participar nos leilões e espera poder vender energia solar à Enforcesco. Ainda assim, o gestor diz que o desenho do leilão tem erros de base. Há o risco de que os consumidores acabem por vir a pagar um preço demasiado elevado aos produtores que optem pela tarifa fixa. E também que as empresas acabem a comprometer-se com uma compensação demasiado elevada com o Estado.