PAN critica três forças “conservadoras” da AR

Partido está a trabalhar no programa eleitoral para as legislativas para as quais traça como meta a eleição de um grupo parlamentar.

André Silva, PAN
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André Silva, PAN Nuno Ferreira Santos

Sem nunca falar em concreto do PSD, do CDS ou do PCP, o líder do PAN, André Silva, criticou nesta quinta-feira as três forças que considera serem as “mais conservadoras e menos progressistas” do Parlamento e que têm estado “de costas voltadas” para as pessoas. Já o PAN, frisou, tem uma “mundivisão diferente dos partidos tradicionais” que continuam a fazer política de uma forma que “atrai cada vez menos pessoas”.

Nesta quinta-feira, no fim do encontro com o Presidente da República, em Belém, André Silva considerou que, das seis forças representadas na Assembleia da República que concorreram às eleições europeias, as que tiveram resultados “menos bons” são “as três mais conservadoras e menos progressistas” e que “têm estado tantas vezes de costas voltadas para aquele que é o sentimento geral da população portuguesa em diversas áreas”.

Já em relação ao PAN, o deputado reafirmar o desejo de que possa vir a assumir mais “responsabilidades” para influenciar as políticas a nível nacional e europeu e, ainda, eleger um grupo parlamentar nas eleições legislativas de Outubro. Foi, aliás, isto mesmo que disse a Marcelo Rebelo de Sousa, garantindo que os militantes já estão com as mãos na massa, “empenhados na construção de um programa eleitoral”. O deputado acrescentou que o PAN quer continuar a fazer o que fez nestes últimos anos, desde que foi eleito para o Parlamento em 2015, “mas com mais eficácia”.

André Silva reconheceu a “consolidação um pouco maior do PAN no sistema português”, que foi “fruto do reconhecimento do trabalho” feito e, em resposta ao “comentarismo” português que tem feito várias críticas ao partido, vai divulgar um balanço das várias propostas votadas durante a legislatura, para que todos possam ver o que anda o deputado a fazer e sobre que temas se tem debruçado. Apesar desta nota, André Silva ressalvou que, enquanto deputado único, não consegue ter opinião sobre o que passa em todas as comissões parlamentares.

Sobre eventuais acordos com outras forças depois das eleições legislativas, André Silva limitou-se a reafirmar aquilo que já tem dito: que o PAN está disponível para, dentro daquilo que são as suas “convicções”, influenciar “qualquer governo que venha a sair das eleições de 2019”. Para isso, reitera que, após as eleições e “se a matemática parlamentar assim o disser”, o PAN estará disponível “para já, para isto: conversar seja com quem for”. Mas só depois de Outubro, porque neste momento não há programas eleitorais, nem vencedores, nem deputados eleitos.