Opinião

Violência doméstica: de vítima a arguida...

Para a Relação de Lisboa, não havia provas de que a Joana tivesse, como a lei exigia, conscientemente, abusado da teleassistência.

No dia 1 de Janeiro do 2017, pelas 19h35, a Joana deslocou-se ao LoureShopping, a fim de aí receber do ex-marido o filho de ambos. Após receber a criança do pai, a Joana dirigiu-se a uma das saídas do centro comercial, tendo então constatado que, por ser feriado, as portas de saída, na sua maioria, encontravam-se fechadas, à excepção das portas junto à zona da restauração, pelo que se viu obrigada a regressar a essa zona; ao avistar, novamente, o pai do seu filho, accionou​ o sistema de teleassistência móvel, de que era portadora há cerca de ano e meio por ter sido vítima de violência doméstica. A Polícia de Segurança Pública fez, então, deslocar para o local três viaturas policiais, em marcha de urgência.