Crítica

Huppert, psicopata (não-)americana

Isabelle Huppert delicia-se (e delicia-nos) enquanto se arrasta pelos lugares-comuns nesta série B despretensiosa e descartável, feita com eficácia pelo irlandês Neil Jordan.

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Huppert embarca alegremente neste carrocel de lugares-comuns do thriller, dá-se de corpo e alma aos clichés da psicopata
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“Esta cidade vai comer-te viva”, diz às tantas Erica à sua melhor amiga, Frances, uma rapariga de Boston que está em Nova Iorque a fazer pela vida e a tentar ultrapassar a morte da mãe. E isto porque Frances encontrou no metro uma mala esquecida, com documentos e dinheiro, e como é uma boa alma decide ir devolvê-la à dona. Que, vai-se a ver, é uma viúva solitária que nunca recuperou da morte do marido e da partida da sua filha, uma senhora francesa (diz ela) encantadora e solícita e triste, que se chama Greta e que é interpretada por Isabelle Huppert.