Rui Rio: “Nós não somos de direita. Nós somos do centro, somos moderados”

Líder dos sociai-democratas afirma que votar no PSD dá garantia de moderação.

Rui Rio apresentou candidatos do PSD às europeias
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Rui Rio apresentou candidatos do PSD às europeias LUSA/PAULO NOVAIS
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Líder disse que só o PSD garante moderação LUSA/PAULO NOVAIS
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Alguns candidatos com Rui Rio LUSA/PAULO NOVAIS
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A lista do PSD às europeias LUSA/PAULO NOVAIS

O presidente do PSD afirmou nesta sexta-feira que votar nos sociais-democratas nas europeias dá garantia de moderação e perda de influência da extrema-direita, enquanto que votar no PS não dá garantia de perda de influência da extrema esquerda.

“Temos de fazer opções de voto nos partidos moderados. Se os partidos moderados não tiverem força, é isso justamente [isso] que abre espaço aos extremismos que põem em causa os objectivos fundamentais da Europa”, disse Rui Rio, que discursava durante a apresentação da lista de candidatos ao Parlamento Europeu, que decorreu no Grande Hotel do Luso, no concelho da Mealhada (Aveiro) e que havia sido adiada.

Nesse sentido, considerou que há “uma ‘nuance'” entre PS e PSD “muito importante”.

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“Nós não somos de direita. Nós somos do centro, somos moderados e não somos ponte para a extrema-direita. O PS é de esquerda e é ponte para a extrema-esquerda. Aqui está uma diferença muito grande”, vincou Rui Rio, considerando que o crescimento da extrema-direita na Europa é resultado da “incapacidade” de uma resposta moderada.

Num discurso centrado nas críticas ao Partido Socialista, o líder do PSD considerou que quem votar no PS nas europeias de 26 de Maio está a afirmar que está contente com a governação.

“Se não vota no PS, está a dizer: “muda qualquer coisa porque se não não contas com o meu voto”. Quem vota no PS está a dizer que como está, está bem e pouco ou nada há a alterar”, referiu, salientando que esse “pouco ou nada” é, por exemplo, a política económica para o país ou o investimento nos serviços públicos.

Rui Rio criticou ainda a composição da lista do PS às europeias, referindo que os quatro primeiros candidatos “são todos ex-governantes do [executivo liderado por] António Costa ou de [José] Sócrates”.

Se há cinco anos o PSD, concorrendo coligado com o CDS-PP, alcançou 27,7% dos votos, o líder dos sociais-democratas pretende agora “subir bastante” face aos seis eurodeputados do PSD eleitos, acreditando que é possível vencer as europeias.

Durante o evento, discursaram também o cabeça de lista do PSD às europeias, Paulo Rangel, e o comissário europeu e mandatário da candidatura, Carlos Moedas.