Pelo menos 45 pessoas morreram devido a chuva torrencial e cheias no Irão

Várias cidades estão sem electricidade e incontactáveis devido à intempérie que dura há duas semanas.

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Em Teerão EPA/ABEDIN TAHERKENAREH
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Há pelo menos duas semanas que a chuva cai de forma torrencial no Irão. A intempérie, que afecta 23 das 31 províncias do Irão, já fez 45 mortos e esse número ainda pode aumentar porque os níveis de água continuam a subir.

As cheias causadas pela chuva intensa obrigaram, nesta terça-feira, à evacuação de 70 vilas e aldeias na província de Cuzistão, junto aos rios Dez e Kerkheh.

Depois de uma seca de décadas, o Irão vê-se a braços com uma tempestade sem precedentes que, nas últimas semanas, assolou a zona ocidental. As imagens nos meios de comunicação no local mostram extensas áreas completamente alagadas e um rasto de destruição.

A chuva torrencial começou por atingir o nordeste do país, mas chegou a outras regiões – especialmente o ocidente e sudoeste do país. Também há cheias em Teerão, a capital do Irão. Khorramabad, na província do Lorestão, é uma das cidades mais afectadas - tem o aeroporto debaixo de água, impedindo que a ajuda chegue por meio aéreo. 

De acordo com a Al-Jazira, pelo menos 80 estradas principais estão intransitáveis, assim como os acessos por estrada a mais de 2200 aldeias. A electricidade e as comunicações estão cortadas em vários pontos, como é o caso da cidade de Pol-e Dokhtar,​ na província do Lorestão, escreve a BBC.

“Os telefones não estão a funcionar, as nossas comunicações por rádio também não... Neste momento não temos notícias de outras cidades e aldeias”, disse o director local do Crescente Vermelho, Sarem Rezaee,​ à televisão estatal IRINN. As autoridades no local pedem mais helicópteros para chegar a zonas remotas, mas os meios aéreos postos à disposição do Crescente Vermelho iraniano não chegam para fazer face à dimensão da área afectada.

O ayatollah Ali Khamenei, Líder Supremo do país, já ordenou que as Forças Armadas prestem socorro às populações. Foi declarado o estado de emergência em alguns pontos do país.

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Javad Zarif, aponta o dedo ao Presidente norte-americano, Donald Trump, que rasgou o acordo nuclear com Teerão em Maio de 2018 e lhe impôs sanções severas

“A política de ‘máxima pressão’ americana no Irão está a impedir que a ajuda do Crescente Vermelho iraniano chegue às comunidades devastadas por inundações sem precedentes”, escreveu no Twitter. “Os equipamentos bloqueados incluem helicópteros de socorro: isto não é apenas guerra económica; é TERRORISMO económico.”

Alguns países da Europa já se ofereceram para fornecer ajuda, apesar das sanções da comunidade internacional à República Islâmica. É o caso da Alemanha, que a título individual se ofereceu para enviar barcos e equipamentos de segurança para as zonas mais afectadas e da Cruz Vermelha britânica, que diz estar à espera que Teerão lhe envie uma lista de materiais prioritários.