Número de desempregados inscritos caiu 16% face a 2017

Dados relativos a Dezembro mostram uma queda expressiva face ao período homólogo. IEFP contabiliza 339.035 pessoas inscritas.

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Dois terços dos 45 mil desempregados desempregados com formação superior são mulheres Bárbara Moreira/Arquivo

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 16% em Dezembro de 2018, face ao período homólogo de 2017. Na variação em cadeia, os 339.035 inscritos representam um aumento de 1,2% face a Novembro de 2018.

Segundo os dados revelados nesta segunda-feira pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), em Dezembro de 2017 havia mais 64.736 desempregados do que em Dezembro de 2018. Para esta queda em termos homólogos, "contribuíram todos os grupos, com destaque para os homens, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há um ano ou mais, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o 1.º ciclo básico", lê-se no documento divulgado pelo IEFP.

No último mês de 2018, o IEFP registou 40.791 inscrições de desempregados, sensivelmente o mesmo do de 2017, mas significativamente menos (-13.015, ou menos 24,2%) do que as novas inscrições no mês precedente.

Entre o universo de desempregados inscritos, os grupos profissionais mais representativos são os trabalhadores não qualificados (25,8% do total), seguidos dos trabalhadores dos serviços pessoais, protecção, segurança e vendedores (19,8%), do pessoal administrativo (11,5%) e trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices, que são 11,4% dos 339 mil desempregados actualmente registados.

Por regiões, o desemprego registado diminuiu em todo o território nacional, diz o IEFP, com ênfase para as regiões Norte (-19%) e Lisboa e Vale do Tejo (-16,3%).

Em termos demográficos, 55,7% dos desempregados contabilizados são mulheres, os jovens com menos de 25 anos são 10,3% dos desempregados e a maioria (56,1%) está inscrita há um ano ou menos. Os que procuram o primeiro emprego são 9,6% e há 13,5% de desempregados com formação superior. Nesta matéria dos licenciados com formação superior, estamos a falar de 45 mil pessoas, com uma grande diferença em termos de género: um terço são homens; dois terços são mulheres.