Há uma queda de água para ouvir no spa do Sheraton

No hotel de Lisboa há um spa com 1500 metros quadrados e nove salas de tratamento, dos banhos Vichy às massagens orientais.

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A música não é oriental, não se ouvem sininhos nem cítaras mas um piano a tocar bem devagar para que entremos no ritmo adequado a uma ida ao spa. A ideia é desacelerar e usufruir de uma massagem relaxante no centro de Lisboa. O Spirito Spa fica no Sheraton Lisboa. É só preciso entrar no lobby do enorme edifício, virar à direita, chamar o elevador e carregar no botão que diz "spa".

Nesse andar misterioso, que fica abaixo do lobby, a luz entra pelas grandes janelas viradas para o interior do edifício. Num espaço de 1500 metros quadrados há nove salas de tratamento, enormes e elegantemente decoradas – mais uma vez, não há floreados orientais, mas móveis negros pesados e paredes decoradas com silhuetas femininas pintadas em posições confortáveis.

Uma das salas está preparada para o tratamento Vichy (170 euros, 110 minutos) e outra tem duas banheiras, a pensar nos tratamentos para casais, é a suite VIP. O zen lounge, assim se chama a sala de estar, tem um enorme sofá e uma televisão onde as imagens nos levam aos outros hotéis da cadeia, nos quatro cantos do mundo.

Rosa Teixeira é a terapeuta que nos recebe e nos convida a escolher o óleo de massagem – mais relaxante ou mais energizante –, da Espa, a marca de cosmética natural com a qual o Spirito trabalha. Optamos pelo primeiro e depois somos convidados a deitarmo-nos na mesa de massagem, de costas para baixo.

Assim que a terapeuta nos toca nas palmas dos pés com os seus polegares percebemos que tem formação em várias áreas, a começar pela reflexologia, depois à medida que a massagem é feita percebemos as influências da terapia chinesa e aiurvédica.

Rosa Teixeira sobe até às costas e com as suas mãos fortes estica e puxa, de maneira a que os nossos músculos se soltem da prisão em que o stress os prende. A seguir à costas é a vez das pernas e dos braços. 

Quando nos voltamos de barriga para cima, começamos a ouvir o barulho da água, como se de uma queda de água se tratasse. Esteve ali desde sempre, mas só nesse momento é que conseguimos relaxar, com a água a correr e as mãos de Rosa Teixeira de novo nos pés, pressionando os pontos certos, subindo até às coxas, e depois aos braços e daqui até às mãos onde cada dedo é manipulado e, mais uma vez, a terapeuta toca em pontos na palma das mãos que nos fazem sentir bem.

A massagem é intensa e o aroma do óleo ajuda a descontrair – Rosa elege a aromoterapia como a sua preferida –, mas quando a terapeuta chega à zona do pescoço e ombros, voltamos a sentir toda a tensão acumulada e a profissional confirma que esta é uma zona que precisa de ser muito trabalhada ou que precisamos de mudar de vida, pelo menos de ter um ritmo menos acelerado. 

Segue-se o rosto – a diferença vê-se no final, ao espelho, pois parece que rejuvenescemos e Rosa recomenda um tratamento facial personalizado que, garante, mantém a pele jovem e firme (105 euros, 50 minutos) –, e por fim o couro cabeludo, com massagem e leves puxões de cabelo e toda a cabeça parece flutuar. Agora sim, chegou o momento de relaxar, mas também chegou ao fim o tratamento. Rosa toca uns sininhos e sai de mansinho. Ficamos a sós com a queda de água e o piano.

As propostas no Spirito Spa são muitas desde esta massagem relaxante (95 euros, 50 minutos) à desportiva (105 euros, 50 minutos); mas também pode optar por fazer apenas costas, pescoço e ombros (55 euros, 25 minutos), um tratamento revigorante dos pés (65 euros, 25 minutos), além da drenante (105 euros, 50 minutos) ou a aiurvédica (145 euros, 80 minutos). Os tratamentos mais caros são os feitos a dois (240 euros, 80 minutos) com a opção de banho de hidromassagem com morangos e um flute de champanhe (30 euros por pessoa).

Estas são as massagens mais populares, mas há outras propostas, informa Rosa. Por exemplo, existe a opção de fazer um dia no spa, com acesso ao hammam, sauna, jacuzzi, piscina exterior aquecida, sala de relaxamento e ao ginásio (35 euros em época baixa e 50 na alta). O Spirito está aberto das 7h às 22h e muitos dos clientes não são do hotel. 

No final, já de roupão vestido, regressamos ao lounge onde bebericamos um chá quente e trincamos uma bolacha de aveia. Também há fruta – as maçãs estão postas em locais de passagem, entre o balneário e as escadas que dão para a piscina, por exemplo –, além de água aromatizada. Ali ficamos, à espera que a pele fique mais hidratada com o óleo de massagem e que a chuva suavize de maneira a que possamos regressar ao bulício da cidade.

O Culto fez a massagem relaxante intensiva a convite do Spirito Spa.