Sergio Ramos terá violado duas vezes os regulamentos antidopagem

Notícia é avançada pelo Der Spiegel, com base em informações do Football Leaks. Uma das infracções terá ocorrido na final da Champions. Clube desmente.

Foto
Reuters/JUAN MEDINA

O nome de Sergio Ramos volta a estar no centro das atenções e não pelas melhores razões. De acordo com o jornal alemão Der Spiegel, que publica informações reveladas pelo Football Leaks, o central do Real Madrid e da selecção espanhola terá cometido duas infracções ao regulamento antidoping, uma das quais na final da Liga dos Campeões de 2017.

Em causa está o jogo com a Juventus, que coroou o Real Madrid com mais um título europeu. O defesa terá, no final do encontro, sido submetido a um controlo antidoping e o resultado da análise, realizada no laboratório de Seibersdorf, na Áustria, terá sido positiva. A substância em causa era a dexametasona (medicamento que pertence à classe dos glicocorticóides, um dos mais potentes grupos de fármacos anti-inflamatórios e imunossupressores) e a justificação apresentada pelo médico dos "merengues" convenceu os responsáveis da UEFA.

Alegou, na ocasião, o chefe do departamento clínico do Real Madrid que Sergio Ramos recebeu duas injecções de dexametasona, uma num joelho e outro num ombro, um dia antes do encontro com a Juventus.

Há, porém, um segundo episódio em que o central desempenha o papel de suposto infractor. Terá acontecido em Abril de 2018, quando o jogador se recusou a fazer um controlo antidoping determinado pela agência espanhola AEPSAD. Segundo o Football Leaks, Ramos terá tomado banho antes das análises, procedimento que vai contra o que determinam as normas antes da realização de um teste de urina.

O Real Madrid reagiu, entretanto, à notícia, através de um comunicado publicado no site oficial, que desmente qualquer falha cometida pelo atleta. "Sergio Ramos nunca violou os regulamentos antidoping, A UEFA pediu-nos informação específica e encerrou o caso de imediato, como é habitual nestas circunstâncias, depois de testes realizados por peritos da Agência Mundial Antidopagem e pela própria UEFA", pode ler-se.