Science4you quer entrar na bolsa e arrecadar 15 milhões

Empresa portuguesa de brinquedos pretende dispersar até 45% do capital, entre novas acções e títulos existentes.

Empresa exporta para mais de 60 países
Fotogaleria
Empresa exporta para mais de 60 países Daniel Rocha
Miguel Pina Martins fundou a empresa há dez anos
Fotogaleria
Miguel Pina Martins fundou a empresa há dez anos Nuno Ferreira Santos

O fabricante e comercializador português de brinquedos Science4you quer dispersar até 45% do capital na bolsa, numa operação que pode representar um encaixe de 15 milhões de euros através da Euronext Growth, mercado ligado às praças de Lisboa, Paris, Bruxelas, Amesterdão e Dublin.

Orientado para o financiamento de pequenas e médias empresas, a Euronext Growth tem deveres de informação mais ligeiros face ao mercado principal Euronext (onde está incluído o PSI 20). Esta é a quarta empresa portuguesa a entrar neste mercado, onde já estão a ISA - Intelligent Sensing Anywhere, a Patris Investimentos e a Nexponor.

De acordo com o comunicado enviado pela empresa criada por Miguel Pina Martins, a estratégia passa por emitir novas acções da Science4you “em montante de aproximadamente 8,25 milhões de euros”, e uma venda parcial “de acções já existentes” que estão nas mãos dos actuais accionistas. Ao lado de Miguel Pina Martins, que também preside à empresa, estão o Millennium Fundo de Capitalização, a Portugal Ventures e o Banco Europeu de Investimento.

Segundo a empresa, a operação, uma oferta pública de subscrição (IPO, na sigla em inglês), tem como objectivo “dotar a empresa de uma estrutura de financiamento mais diversificada, sobretudo ao nível do seu capital, adequada à continuação da sua expansão e criação de valor para os seus accionistas”.

Há cerca de três anos, em Setembro de 2015, a empresa realizou um aumento de capital de sete milhões de euros, com mudanças na estrutura accionista que envolveram a entrada do grupo Millennium BCP. Antes dessa operação, a Science4you era detida a 49% pela Portugal Ventures e a 30% pelo fundador, Miguel Pina Martins, sendo que os restantes 21% estavam distribuídos por pequenos accionistas.

A oferta pública de subscrição vai também, diz Miguel Pina Martins, dar “maior visibilidade e credibilidade da empresa numa importante fase de internacionalização”, dez anos após ter sido lançado o projecto.

Sem avançar datas, a empresa realça que a dispersão em bolsa está ainda sujeita “às aprovações necessárias, designadamente a aprovação do prospecto pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários”, enquanto regulador, e depende de “condições de mercado favoráveis”.

De acordo com os dados da empresa, o seu volume de vendas já supera os 20 milhões de euros, e exporta “regularmente para mais de 60 países”. No seu portfólio estão “mais de 500 brinquedos científicos e educativos”.