PSP vai garantir segurança da votação em Lisboa

Estudantes e investigadores brasileiros da Universidade de Coimbra solicitaram às autoridades portuguesas e à embaixada brasileira que tomem as devidas providências para que não ocorra qualquer situação de "apologia ao fascismo, tentativa de intimidação ou desrespeito à diversidade ideológica que se possam instaurar", na votação deste domingo, em Portugal.

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Paulo Pimenta

A Polícia de Segurança Pública vai garantir a segurança, este domingo, junto à assembleia de voto de Lisboa, na segunda volta das eleições presidenciais do Brasil, em resposta a um pedido do cônsul brasileiro em Portugal.

"A PSP garantirá a segurança (no exterior) junto à assembleia de voto instalada no edifício da Faculdade de Direito durante o dia das eleições, sensivelmente entre as 8h00 e as 20h00", indicou o gabinete de relações públicas da polícia, em resposta enviada à agência Lusa.

Segundo a polícia, "os detalhes sobre a realização da votação e preocupações inerentes foram inclusivamente objecto de uma reunião preparatória com a embaixada de República Federativa do Brasil em Lisboa".

Em entrevista à Lusa, o cônsul do Brasil em Lisboa disse ter pedido à PSP uma "presença mais contínua" neste domingo junto à Faculdade de Direito de Lisboa, local de votação na capital portuguesa para a segunda volta das presidenciais brasileiras.

"Como medida cautelar, entrei em contacto com a Polícia de Segurança Pública e pedi que eles colocassem a hipótese de, no segundo turno, haver uma presença mais contínua, se possível permanente na frente da Faculdade", onde votarão os imigrantes brasileiros da área consular de Lisboa, afirmou José Roberto de Almeida Pinto.

O diplomata sublinhou que "se há um ambiente de polarização numa eleição é preferível, que, por precaução, e se for possível, se conte com uma presença mais contínua da PSP".

A segunda volta das presidenciais brasileiras será disputada pelo candidato do Partido Social Liberal (PSL, extrema-direita) Jair Bolsonaro, que lidera as últimas sondagens, e o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda), Fernando Haddad.

Roberto Almeida Pinto acredita, porém, que "os brasileiros saberão votar com espírito cívico, como sempre fizeram". E domingo será, diz, "mais um dia de festa da democracia brasileira".

Clima de medo

Na quinta-feira, cerca de 370 brasileiros residentes em Portugal pediram ao Governo português, numa petição, que garanta a segurança na votação para as eleições presidenciais deste domingo, relatando um clima de medo na primeira volta.

A petição foi lançada por uma comissão de estudantes e investigadores brasileiros da Universidade de Coimbra, solicitando às autoridades portuguesas e à embaixada brasileira que tomem as devidas providências para que não ocorra qualquer situação de "apologia ao fascismo, tentativa de intimidação ou desrespeito à diversidade ideológica que se possam instaurar", na votação deste domingo, em Portugal.

De acordo com o texto da petição, na primeira volta, a 7 de Outubro, registaram-se tentativas de intimidação, na Faculdade de Direito de Lisboa, local da votação.

  • Na primeira volta das eleições presidenciais em Lisboa houve uma participação de quase 35% dos eleitores (34,9%), segundo o cônsul geral do Brasil em Lisboa.
  • Em Portugal estão aptos a votar cerca de 40 mil brasileiros (39.118), segundo dados do consulado do Brasil na capital portuguesa. No total, são quase mais 10 mil recenseados do que em 2014.
  • As urnas em todos os locais de voto em Portugal abrem às 8h00 e encerram às 17h00.
  • Dos 40 mil brasileiros que podem votar em Portugal, mais de metade (21.195) vota em Lisboa.
  • Na Faculdade de Direito de Lisboa, na Alameda Universitária, único local de votação nesta área consular, vão estar disponíveis 27 secções eleitorais, tal como na primeira volta.
  • Em 2014, na jurisdição eleitoral do consulado-geral em Lisboa, estavam recenseados 17.286 eleitores.
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