Roteiros temáticos para que os turistas não vejam só o Porto

A iniciativa abarca quatro roteiros temáticos pela Área Metropolitana do Porto, que incluem locais a visitar nos 17 municípios que dela fazem parte.

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Nelson Garrido/ Arquivo

A Área Metropolitana do Porto lançou nesta segunda-feira quatro Roteiros Temáticos pelo Património que visam valorizar os recursos turísticos dos 17 municípios que a integram. No total, são 30 mil os exemplares que vão ser distribuídos em operadores e postos de turismo.

Que o turismo tem vindo a crescer no Porto, não é novidade. O contraste que se faz sentir em relação ao resto da área metropolitana envolvente é que se mostra gritante. Para contornar essa concentração na cidade do Porto, a Área Metropolitana lançou quatro roteiros, com informação útil e actualizada, sobre diferentes pontos a visitar.

A iniciativa vem no seguimento do projecto PIN, uma plataforma digital onde o visitante pode criar o seu próprio roteiro personalizado, consoante os seus gostos e aquilo que pretende visitar. O PIN agrega, assim, informação actualizada e categorizada sobre o que visitar em cada um dos municípios, dados esses que serviram agora para fazer os roteiros. Na sessão de apresentação a organização adiantou que foram feitas deslocações aos espaços para comprovar que estavam abertos ao público. “Não íamos incluir no roteiro locais que não se podem visitar”.

Assim, os roteiros, que também podem ser consultados na plataforma digital, estão agora disponíveis em suporte físico. Todos os municípios foram incluídos tendo em conta os recursos patrimoniais a visitar em cada um deles. A viagem passa por locais muito diferentes. Desde conventos a igrejas, museus a palácios e ainda uma piscina de água salgada, os percursos são muito variadosTodos estes pontos de interesse da Área Metropolitana do Porto (AMP) ganham agora uma nova projecção e visibilidade.

“Os ofícios e as Indústrias” é o primeiro e inclui 14 localidades. Focado nos ofícios, o primeiro itinerário vai desde a indústria do linho à lavoura, conta ainda as histórias do vidro e do pão de trigo, sem esquecer a indústria da chapelaria e do calçado, passando pelo papel, pela imprensa e o desenvolvimento das artes gráficas, entre outros, até chegar às minas de São Pedro da Cova e às comunidades piscatórias de Matosinhos e Espinho.

O segundo guia, “Pelos Caminhos de Santiago”, mostra o território de passagem obrigatória pelo Caminho Português, para os peregrinos. Nele constam igrejas, museus, pelourinhos, conventos e a Sé Catedral do Porto.

Com partida do Porto, “Barroco” é o terceiro roteiro e nele são homenageadas as manifestações daquele estilo artístico. Com início no considerado epicentro daquela arte, na AMP, o percurso vai até locais como Matosinhos, Maia, Trofa, Paredes, entre outros, e termina em Arouca.

“Artes e Arquitectura” é uma viagem pelo Património Cultural que tem vindo a ser classificado desde o século XIX. “O território é conhecido como berço e porto seguro de alguns dos maiores nomes nacionais das artes e da cultura, do que resulta um extenso rol de criadores”. O percurso é feito por locais tão variados como casas de escritores, mercados, museus e uma piscina de água salgada, projectada por Álvaro Siza Vieira.

Para dinamizar o lançamento da plataforma digital e dos próprios roteiros, a AMP promove ainda visitas guiadas por alguns dos pontos turísticos contemplados, a decorrerem entre os dias 25 a 27 de Setembro e 1 de Outubro.
Na apresentação foi também revelada a programação do evento “Sons no Património” que vai levar música a cada um dos 17 municípios. No total, são 17 concertos, um por cada localidade, sendo a entrada gratuita. Pelos diferentes palcos vão passar nomes como Lisboa String Trio, Lince, Elisa Rodrigues, Marta Ren & The Groovelvets, entre outros.

Mesmo que o público-alvo sejam os turistas estrangeiros, a AMP ressalvou que todos os devem fazer para conhecer o património nacional. “Quantos destes recursos da região já conhecemos?”. A pergunta ficou no ar, com o intuito de mostrar a riqueza e diversidade do património em causa. 

Texto editado por Ana Fernandes?