O exercício físico ajuda-nos a manter a saúde mental, diz estudo

Não é só o ginásio que faz bem, também as tarefas domésticas ajudam a manter a saúde mental.

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Blubel/Unsplash

As pessoas que fazem exercício podem ser mentalmente mais saudáveis do que as que não o fazem, sugere um estudo norte-americano, que não se refere apenas ao exercício físico, da ida ao ginásio, mas também a exercício que envolva tarefas domésticas.

A equipa de investigação da Universidade de Yale em New Haven. Connecticut, EUA, avaliou dados de mais de 1,2 milhão de adultos a quem foi perguntado quantas vezes no mês anterior tinham feito exercício, além da actividade física ligada ao seu trabalho. Foi-lhes ainda perguntado quantos dias a sua saúde mental não era boa devido ao stress, depressão ou problemas emocionais.

No geral, as pessoas responderam que tinham uma média mensal de 3,4 dias de problemas de saúde mental, de acordo com os resultados publicados no The Lancet Psychiatry. Em comparação com pessoas que nunca se exercitaram, aqueles que fizeram alguma actividade física fora do trabalho tiveram uma média de 1,5 dias a menos de problemas de saúde mental. O efeito benéfico é ainda maior em pessoas com histórico de depressão, que experimentaram uma média de 3,8 dias a menos de problemas de saúde mental do que aqueles que nunca fizeram exercício físico.

"As pessoas que se exercitam têm melhor saúde mental do que as que não o fazem, especialmente as que se exercitam de três a cinco vezes por semana, cerca de 45 minutos", resume Adam Chekroud, investigador principal. "Este estudo reitera a ampla gama de benefícios do execício para a saúde, não importa a idade, etnia, sexo, rendimentos ou estado de saúde física", acrescenta. 

Todos os tipos de exercício parecem influenciar a frequência com que as pessoas relataram problemas de saúde mental. Algumas das associações mais fortes foram encontradas nos exercícios de mindfulness, como ioga e tai chi, que foram associados a uma redução de 23% nos dias de problemas de saúde mental, comparativamente a quem não faz qualquer exercício. Seguem-se os que fazem desportos colectivos e no ciclismo, com uma redução de 22%; e os que fazem exercícios aeróbicos e ginástica, onde se verifica uma redução de 21%.

Quem não gosta da ida ao ginásio, o exercício que se faz na realização das tarefas domésticas também conta, com uma redução de 9,7% em comparação com os que são inactivos.

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