Ministro Pedro Marques vai ao Parlamento debater ferrovia

Pedro Marques estará na comissão permanente da AR em Setembro.

Pedro Marques vai ao parlamento a 6 de Setembro
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Pedro Marques vai ao parlamento a 6 de Setembro LUSA/OCTÁVIO PASSOS

O ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, estará na comissão permanente da Assembleia da República agendada para 6 de Setembro para debater a situação da ferrovia, de acordo com o discutido hoje na conferência de líderes extraordinária.

Os líderes parlamentares reuniram-se esta segunda-feira na Assembleia da República para analisar o requerimento do CDS-PP para que se realizasse já esta semana uma comissão permanente extraordinária para discutir os problemas da ferrovia, pedido que foi rejeitado uma vez que apenas os centristas e os sociais-democratas estavam a favor.

No entanto, o porta-voz da conferência de líderes, o social-democrata Duarte Pacheco, adiantou aos jornalistas que o Governo estará presente na comissão permanente que já estava agendada para 6 de Setembro e "enviará informação prévia para que os deputados preparem o debate" sobre a ferrovia.

A presença de Pedro Marques não foi ainda formalizada porque a conferência de líderes tinha como ponto único a análise do requerimento do CDS-PP, mas na reunião deste órgão agendada para 5 de Setembro - a véspera da comissão permanente - este será um dos assuntos em cima da mesa.

Segundo Duarte Pacheco, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos – presente na conferência de líderes de hoje – assegurou que o Governo tem disponibilidade para, na pessoa de Pedro Marques, estar no parlamento para este debate na data que a conferência de líderes entender.

À saída da reunião, o deputado do PS Pedro Delgado Alves já tinha adiantado que haveria a "oportunidade de, com toda a calma e com a estruturada discussão que se pretende, discuti-la [a ferrovia] na próxima semana na comissão permanente já agendada".

"O Governo sublinhou também a sua disponibilidade para trazer elementos solicitados pelos vários grupos parlamentares e, portanto, no próximo dia 6 a Assembleia terá a oportunidade, no quadro daquilo que é o funcionamento habitual neste período de Agosto, princípio de Setembro, abordar um tema que é fundamental e estruturante", adiantou o deputado socialista.

João Oliveira, pelo PCP, revelou aos jornalistas que os comunistas consideraram preferível que "o Governo se comprometesse com a criação de condições para que no dia 6 de Setembro" a discussão seja feita "com a presença do ministro e enviando o Governo ao parlamento os elementos necessários".

Já o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, garantiu que os bloquistas não ignoram a situação preocupante que vive a ferrovia e, "por isso, na conferência de líderes exigiram ao Governo que estivesse presente na reunião da comissão permanente da próxima semana".

"No próximo dia 6, a matéria da ferrovia merece ser discutida com grande pertinência e com grande profundidade. O Governo deve estar presente e deve trazer elementos ao parlamento", disse, por seu turno, a deputada do PEV Heloísa Apolónia.

Pelo CDS, autor do requerimento aprovado em Julho para ouvir Pedro Marques na Comissão Permanente, o deputado Telmo Correia disse que a decisão de adiar o debate sobre o assunto foi "um erro". "A questão da ferrovia é uma questão que tem sido grave já há muito tempo a esta parte. Um problema que se tem vindo a arrastar, mas é um problema que, de há uns meses a esta parte, tem atingido uma situação insustentável para milhares e milhares de portugueses", sublinhou.

Já o líder da bancada do PSD, Fernando Negrão, explicou que "a Assembleia da República está dotada de um instrumento que é a comissão permanente" e que se tem assistido "nas últimas longas semanas a um problema muito grave que é o estado da ferrovia".

"Temos um problema grave que é a destruição ou o caminho para a destruição de uma empresa importantíssima que é a CP. Na nossa opinião justificava-se a reunião da comissão permanente para discutir exclusivamente o problema da ferrovia em Portugal", sublinhou.

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