Fogo "difícil" em Seia mobiliza quase 300 bombeiros

Incêndio com três frentes não coloca povoações em perigo. Protecção civil espera que as chamas diminuam.

O fogo lavra desde as 16h
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O fogo lavra desde as 16h LUSA/FILIPE FARINHA/ Arquivo

O incêndio que lavra em Loriga, na Serra da Estrela, no concelho de Seia, tinha, pelas 00h00 deste sábado, três frentes activas, ardendo “com menos intensidade”, afirmou o comandante operacional distrital, António Fonseca.

O fogo começou pelas 16h13, numa zona de povoamento florestal, em Fontão, Loriga.

O incêndio está a ser combatido por 264 operacionais, 94 veículos e três máquinas de rasto do Exército. Durante o dia, a operação envolveu nove aeronaves, desactivadas com o cair da noite.

“Esperamos durante a manhã [de sábado] mais três máquinas de rasto do Exército”, indicou António Fonseca em declarações aos jornalistas, pelas 00h00.

A estratégia antifogo passa pelo "combate directo nos locais em que há mais acessibilidade" e pelo "combate indirecto", com o apoio das máquinas de rasto, nas zonas de mais difícil acesso.

As populações mais próximas das frentes de fogo encontram-se ainda "bastante longe”, diz o responsável, que acredita que o fogo “vai diminuir substancialmente” nas próximas horas.

A necessidade de evacuação de duas localidades "já foi ponderada", tendo sido colocadas patrulhas da GNR nessas povoações para responder a essa eventual necessidade.

Este é um "incêndio de difícil combate" devido à "orografia complexa" da zona, com "vales muito encaixados", e à grande quantidade de combustível disponível, afirmou António Fonseca.