Polícia Florestal detecta 11 queimadas ilegais na Madeira

Esta quarta-feira houve iniciativas de controlo da proliferação de espécies invasoras e de redução de cargas combustíveis nos espaços florestais.

Em 2016, incêndios queimaram uma parte importante da floresta da ilha da Madeira
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Em 2016, incêndios queimaram uma parte importante da floresta da ilha da Madeira Miguel Manso

A Polícia Florestal detectou 11 queimadas ilegais na Madeira desde a entrada em vigor do Plano Operacional de Combate a Incêndios Florestais (POCIF), em Junho, estando prevista a limpeza de 480 hectares de terrenos para prevenir os fogos.

"Na área florestal, a Polícia Florestal detectou 11 queimadas, a última na segunda-feira em Machico", informou a secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, Susana Prada.

A governante madeirense acompanhou esta quarta-feira iniciativas de controlo da proliferação de espécies invasoras e de redução de cargas combustíveis nos espaços florestais, em particular nas áreas adjacentes a zonas habitacionais, em Santo António, nas zonas altas do Funchal.

Susana Prada referiu que "não há detecção de casos de fogo posto, mas de queimadas ilegais".

O POCIF está em vigor desde 5 de Junho, estando proibidas as queimadas até 31 de Outubro.

O Governo Regional "tem previsto limpar este ano 480 hectares de terrenos um pouco pela ilha toda", tendo sido feita uma intervenção em 313 hectares em 2017.

A governante mencionou que estas limpezas são feitas por pessoal afecto ao executivo insular e outras são efectuadas em recurso a empresas externas.

"Se todos colaborarmos, será mais fácil", vincou.

A responsável salientou que o Governo Regional "continua as suas acções de prevenção e vigilância aos fogos florestais", estando em curso uma intervenção no sítio da Barreira, junto das habitações

"Já combinamos também com a população que faríamos esta primeira intervenção mais pesada e que eles colaborariam durante o ano na manutenção dos terrenos", disse.

No âmbito da vigilância, sublinhou, estão "activas as seis torres, com equipas durante 24 horas por dia", e há outros 28 grupos de vigilância móvel na área florestal, acima dos 700 metros de altitude.

"Aproveito para deixar um alerta para que a população nestes dias de calor, de verão, vá para a serra, faça piqueniques, utilize espaços florestais, mas não faça lume de espécie alguma", apelou.

A secretária regional sugeriu que as pessoas utilizem estes espaços, mas que "levem o piquenique já feito de casa", porque "não há necessidade de correr estes riscos em altura de calor".