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De pernas para o ar, a arquitectura que Ruben retrata

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Prédios virados ao contrário e edifícios que parecem estar no céu, conjugados com cores e texturas que podem criar confusão: quem visita o Instagram de Ruben José pode ficar desorientado e deixar de saber onde está o chão. Mas a ideia é mesmo essa. “Olhar para as coisas de uma perspectiva diferente do habitual”, explica o fotógrafo de 24 anos, ao telefone com o P3.

Ruben não tem qualquer ligação à arquitectura — licenciou-se em Som e Imagem pela Escola Superior de Artes e Design (ESAD) de Caldas da Rainha —, mas quando “há cerca de três anos” passou pelo edifício da sede da EDP, em Lisboa, e decidiu tirar uma fotografia, fez disparar um gatilho. “Comecei a achar piada aos enquadramentos, seja com as linhas, texturas ou sombras”, conta. Desde então, tenta “encontrar uma visão diferente” dos edifícios por onde passa habitualmente.

E se não der de caras com edifícios que possam ser fotografados de forma diferente? Procura-os — “passo muitas horas no Google Maps à procura de edifícios com potencial” — ou aventura-se. Agarra na câmara, apanha o metro e vai à descoberta.

Apesar de ter fotografias de edifícios espalhados pelo mundo, Ruben fotografa essencialmente em Portugal, concretamente em Lisboa, onde actualmente vive. “Seja com lookups ou a fazer flip às imagens”, tudo vale, desde que a perspectiva seja diferente. “No nosso dia-a-dia passamos muitas vezes por um sítio, mas não o vemos como eu o fotografo. E é isso que acho interessante.”

©Ruben Marrocos
©Ruben Marrocos
©Ruben Marrocos
©Ruben Marrocos
©Ruben Marrocos
©Ruben Marrocos
©Ruben Marrocos
©Ruben Marrocos
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