Carteirista de 81 anos novamente detido pela PSP de Lisboa

Em cinco dias, o comando metropolitano deteve 11 carteiristas na capital. Todos aguardam julgamento em liberdade.

Os eléctricos são um dos locais de eleição dos carteiristas.
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Os eléctricos são um dos locais de eleição dos carteiristas Ricardo Campos

É um velho conhecido das autoridades, tanto que até lhe chamam o carteirista mais antigo da cidade de Lisboa. Esta terça-feira, aos 81 anos, foi novamente detido pela PSP da capital, quando furtava um telemóvel a um turista que viajava no eléctrico 25.

A experiência acumulada, com várias condenações pelo crime de furto, fez com que tudo se passasse sem que a vítima desse por isso. Mas o octogenário acabou traído pela fama, que o coloca como um alvo das equipas do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP especializadas neste fenómeno criminal. O comunicado divulgado esta quarta-feira pela PSP dá conta que os polícias surpreenderam o suspeito “a colocar o telemóvel da vítima no bolso das calças que trajava”.

Apesar de repetente nas lides criminais, o octogenário parece ter mudado, pelo menos parcialmente, a actuação. É que, no âmbito de um outro processo, está proibido, de frequentar o metro Baixa-Chiado e os eléctricos 15 e 28, onde habitualmente operava. E desta vez, provavelmente para não violar as medidas de coacção, optou pelo 25.

Em cinco dias, entre sexta-feira passada e esta terça-feira, a PSP de Lisboa deteve 11 carteiristas (o comunicado refere 13, mas por lapso repete uma situação que envolve dois suspeitos) entre os 17 e os 81 anos a furtar em locais turísticos ou nos transportes públicos. Todos foram presentes às autoridades judiciárias e libertados sujeitos à medida de coacção mínima, o termo de identidade e residência, enquanto aguardam o julgamento. Dois são portugueses e os restantes estrangeiros.

A primeira detenção aconteceu na tarde de sexta-feira, na Rua da Prata. Os polícias da Divisão de Investigação Criminal detectaram dois suspeitos a retirar uma carteira do interior de uma mochila que uma turista trazia às costas. “Os bens furtados, avaliados em 160 euros, foram restituídos à vítima”, refere o comunicado.

A mesma sorte teve um turista que passeava ao início da tarde de domingo, na Rua Garrett, e recuperou sensivelmente a mesma quantia. Os agentes da PSP monitorizavam dois suspeitos enquanto estes roubavam a carteira à vítima, impedindo a fuga destes.

Não fosse a pronta actuação de outros polícias e um casal ter-se-ia apropriado de bens avaliados em mais de 1100 euros que uma turista trazia numa mochila. Tal aconteceu a meio da tarde desta terça-feira na freguesia de Santa Maria Maior, igualmente em Lisboa.

Ao fim da tarde desse dia, na mesma freguesia foram surpreendidas três suspeitas que roubaram mais de 230 euros de uma carteira que estava na mochila que outra turista trazia às costas. Cada uma das mulheres, diz a PSP, tinha uma função definida: enquanto uma roubava a mochila, outra encobria o acto com um lenço aberto e a terceira controlava a eventual presença de policias nas imediações.

Na segunda-feira, na Amadora, já tinha sido detida uma outra mulher que aproveitando-se de um descuido furtara uma mala, com 600 euros e vários documentos no interior.