Fundação contra sida pede tratamento mais rápido para doentes após diagnóstico

Há 90% de pessoas diagnosticadas, 90% com o tratamento a funcionar, mas ainda não há 90% das pessoas diagnosticadas em tratamento.

Medicina, AIDS, pesquisa biomédica, HIV
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gmw guilherme marques

A Fundação Portuguesa Comunidade Contra a Sida (FPCCSida) lembrou nesta sexta-feira que há trabalho a fazer para Portugal ter as pessoas diagnosticadas com a doença a serem tratadas mais depressa, apesar dos bons resultados anunciados na quinta-feira.

"Devemos manifestar contentamento com os resultados obtidos, mas não podemos ser vítimas do sucesso", afirma a organização em comunicado, acrescentando que vai pedir uma reunião ao regulador do mercado farmacêutico, o Infarmed, para pedir mais rapidez na entrada de terapias novas e na entrada de doentes no tratamento, imediatamente após o diagnóstico.

Nos dados divulgados esta quinta-feira pela Direcção-Geral de Saúde, estão cumpridas duas das três principais metas definidas da ONU para 90 por cento dos doentes.

Há 90% de pessoas diagnosticadas, 90% com o tratamento a funcionar, mas ainda não há 90% das pessoas diagnosticadas em tratamento.

"É necessário concentrar aí os esforços garantindo que os doentes iniciam tratamento logo após o diagnóstico e não estejam em situação de espera", defende a FPCCSida, que salienta que costuma demorar dois meses a iniciar o tratamento.

Outras prioridades são evitar que os doentes abandonem o tratamento, destacam, tal como terapias inovadoras que garantam maior qualidade de vida às pessoas.