Depois do “abraço verde”, Costa reafirma apoio à prospecção de petróleo

Primeiro-ministro afirmou que se houver exploração de petróleo no Algarve, terá de haver estudo de impacte ambiental.

Relações Públicas, Comunicação
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LUSA/HUGO DELGADO

O Dia da Criança foi assinalado, no Algarve, com a António Costa a participar no “abraço verde” em defesa da floresta, no parque Duarte Pacheco, em Loulé. De tarde, o primeiro-ministro visita a serra de Monchique, uma das zonas consideradas de maior risco de incêndio no Verão que se aproxima. “O país tem mobilizado de todas as formas possíveis para assegurar que a floresta é um bem que protegemos, e não é uma ameaça para todos nós”, adiantou.

À saída do evento, em que participaram 2960 crianças, o primeiro-ministro foi confrontado pelos jornalistas com a pergunta: "Como é que se explica que o país que dá abraço às árvores é o mesmo que permite que se faça prospecção de petróleo na costa algarvia sem estudos de impacto ambiental?"

"Vai permitir duas coisas - que se faça já a prospecção, para saber com que recursos conta. Mas se houver exploração, tem de haver estudo de impacto ambiental", garantiu, lembrando que "pagamos uma factura imensa por importar petróleo, e o mínimo que podemos fazer é saber se temos ou não recursos".

António Costa não se poupou às muitas selfies que as crianças lhe pediam, numa festa animada, com motivos a evocar os elementos da natureza – terra, água, fogo, ar e madeira. A alusão com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi inevitável : “Não, não, eu nunca concorro com o Presidente Marcelo”, esclareceu. Deixou cair a mensagem, e arrancou para a próxima paragem: Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, acompanhado do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Sobre a situação política em Espanha, comentou a saída de Mariano Rajoy de primeiro-ministro: “Ao longo destes dois anos e meio foi um parceiro muito importante, e queria agradecer a grande amizade que sempre revelou para Portugal e o gosto que foi trabalhar com ele”. Ao novo chefe do Governo, Pedro Sánchez fez votos para as relações entre os dois países “continuem a melhorar e na senda que temos vindo a desenvolver, com projectos tão importantes que temos em curso”, a nível bilateral e no contexto europeu.