Vencedor do Prémio Camões 2018 é anunciado segunda-feira em Lisboa

O anúncio do maior prémio da Língua Portuguesa, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, decorrerá no Hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

Queixo, retrato
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Manuel Alegre, Prémio Camões 2017 DRO DANIEL ROCHA

O vencedor do Prémio Camões, este ano em 30.ª edição, vai ser anunciado na segunda-feira, às 18h30, em Lisboa, pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, após reunião do júri.

O anúncio do Prémio Camões, o maior prémio da Língua Portuguesa, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, decorrerá no Hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

Os membros do júri desta edição são Leyla Perrone-Moisés, professora da Universidade de São Paulo (Brasil); José Luís Jobim, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil); Ana Paula Tavares, escritora e professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Angola); José Luís Tavares, escritor (Cabo Verde); Maria João Reynaud, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal); Manuel Frias Martins, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Presidente da Associação Portuguesa dos Críticos Literários (Portugal).

Com a atribuição do Prémio Camões, é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projecção e reconhecimento "do património literário e cultural da língua comum", segundo o protocolo estabelecido entre Portugal e o Brasil, assinado em Junho de 1988, que institui o prémio.

"Com este prémio, pretende-se ainda estreitar e desenvolver os laços culturais entre toda a comunidade lusófona, pelo que a este evento se associam os outros Estados de língua oficial portuguesa", sublinha o comunicado esta sexta-feira divulgado pelo Ministério da Cultura.

O Prémio Camões foi atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor Miguel Torga e, na mais recente edição, em 2017, foi entregue ao poeta Manuel Alegre.

Além destes também já receberam o prémio: João Cabral de Mello Neto (Brasil), José Craveirinha (Moçambique), Vergílio Ferreira, Rachel de Queiroz (Brasil), Jorge Amado (Brasil), José Saramago, Eduardo Lourenço, Pepetela (Angola), António Cândido (Brasil), Sophia de Mello Breyner, Autran Dourado (Brasil), Eugénio de Andrade, Maria Velho da Costa, Rubem Fonseca (Brasil), Agustina Bessa-Luís, Lygia Fagundes Telles (Brasil), Luandino Vieira (Angola - prémio recusado), António Lobo Antunes, João Ubaldo Ribeiro (Brasil), Arménio Vieira (Cabo Verde), Ferreira Gullar (Brasil), Manuel António Pina (Portugal), Dalton Trevisan (Brasil), Mia Couto (Moçambique), Alberto Costa e Silva (Brasil), Hélia Correia (Portugal) e Raduan Nassar (Brasil).