Porto: os bairros de livros num mapa para quem os devora

A cidade literária deles precisava de sair à rua. Este sábado, 12 de Maio, o Bairro dos Livros lança o “primeiro guia literário da cidade”, com ilustrações de Clara Não e sugestões de "autores" e "amores"

Havia demasiado a ser dito sobre a "cidade literária" que vive nas páginas do Porto para ninguém contar a história. O Bairro dos Livros, cooperativa cultural com sede no Porto, decidiu tirar o pó da capa e editar o “primeiro guia literário da cidade”.

É um mapa bilingue — com ilustrações de Clara Não que revela locais com “histórias dos livros” que a equipa de comunicadores culturais já costumava contar aos visitantes da cidade, contam, numa nota enviada ao P3. Eles iam embora “encantados com essa visão” e continuavam a chegar à cidade (e a viver nela) mais fornadas de “amantes dos livros”, ansiosos por descobri-la.

A proposta é explorar o Porto “a partir das suas livrarias, dos seus autores, poemas e amores”. Como Sophia de Mello Breyner e a menina de bronze no Jardim Botânico (e não o rapaz, como no conto). Mas não há só esse caminho.

O guia de “afectos literários e culturais” relembra ainda a história do próprio Bairro dos Livros. “Sítios que acolheram edições do Bairro, locais onde fizemos acções, onde conspirámos com artistas e escritores”, como os "Livros Voadores" na Rua das Flores e a "Passadeira de Palavras nas Carmelitas".

É uma celebração dessas memórias e, por isso, vai ser lançado — literalmente, cortesia da atleta Ana Granja, em accção no vídeo — no sétimo aniversário da cooperativa cultural, na Árvore Restaurante, no Porto, este sábado, 12 de Maio, a partir das 17 horas. Haverá ainda a possibilidade de declamar poesia, ou contar histórias, num microfone aberto. 

O livro vai estar à venda no site do Bairro dos Livros por 15 euros. “Faltam no guia instituições e referências da cidade que não couberam, infelizmente, nestas páginas, mas isso ficará necessariamente para outras viagens”, escrevem. E não dizem por dizer. “É uma promessa”, garantem, até porque o objectivo é que o “livro cresça muito mais”.