Kylie Jenner tweetou que está farta do Snapchat e a empresa perdeu 1,3 mil milhões de dólares na bolsa

A jovem empresária e reality star escreveu no Twitter que está farta da rede social de mensagens efémeras. No final do dia, as acções da empresa fecharam com uma queda de 6%.

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@kyliejenner

Kylie Jenner, uma das personalidades com mais seguidores no Snapchat, expressou esta semana que está cada vez menos interessada naquela rede social de mensagens efémeras. E os efeitos do comentário da influente celebridade sentiram-se em bolsa.

"Bem, há mais alguém que já não abra o Snapchat? Ou sou só eu... ugh isto é tão triste", escreveu a jovem empresária e estrela da reality TV esta semana para os seus 24,5 milhões de seguidores no Twitter, outra rede social. Mais tarde, acrescentou "ainda the amo snap... o meu primeiro amor", mas o mal estava feito.

O tweet foi partilhado na quarta-feira, já depois do fecho da bolsa, e na quinta-feira as acções da empresa caíram 6%, o que se traduz numa desvalorização de 1,3 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) — é de notar, no entanto, que as acções estavam em queda desde 16 de Fevereiro.

O novo design da plataforma, anunciado no final de 2017, separa os conteúdos patrocinados do resto, mas não foi bem recebido pela comunidade. Mais de um milhão de pessoas assinaram uma petição a rejeitar as alterações, argumentando que prejudicaram a usabilidade da aplicação.

Ainda assim, os resultados do Snapchat no último trimestre de 2017, anunciados no início de Fevereiro, foram bastante positivos, superando as expectativas de alguns analistas.

"O mercado simplesmente não sabe o que pensar do Snap. Ou é o futuro da comunicação — ou é uma mania que não irá durar muito mais do que as mensagens do seu exército de jovens utilizadores", comenta o analista Rory Cellan-Jones na BBC. "Isso faz com que o valor das acções seja construído numa visão muito optimista do crescimento futuro, extremamente volátil".

Esta nem é a primeira vez que uma celebridade teve influência desta forma nas acções de uma empresa, lembra ainda Cellan-Jones. O mesmo aconteceu, por exemplo, quando Michelle Obama – então primeira-dama – apareceu num evento com um vestido Versace, fazendo disparar as acções da empresa italiana. 

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