Violas: compra de posições do BPI na Viacer inclui-se na estratégia de crescimento

A Sociedade Violas disse que a compra de participações, no valor de 233 milhões de euros, do Banco BPI e do fundo de pensões do BPI na Viacer encontra-se alinhada com a estratégia de crescimento do grupo.

Grupo Violas, liderado por Tiago Violas Ferreira, é accionista do BPI.
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Grupo Violas, liderado por Tiago Violas Ferreira, é accionista do BPI. FERNANDO VELUDO/ NFACTOS

“A celebração do referido contrato encontra-se alinhada com a estratégia de crescimento do grupo Violas, como resulta, aliás, da circunstância de a Violas SGPS ser sócia da Viacer desde a constituição desta”, disse, em comunicado, a entidade.

O grupo Violas acrescenta que a compra das participações em causa está sujeita à “condição suspensiva” da obtenção de uma decisão de "não oposição" por parte da autoridade da concorrência.

Na passada quinta-feira, o Banco BPI e o Fundo de Pensões do Banco BPI alienaram as suas participações na Viacer, sociedade que detém 56% do grupo Super Bock, à empresa Violas.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o BPI adiantou que o grupo português encabeçado pela Violas SGPS reforça a sua posição na Viacer, que passa de 46,5% para 71,5%.

Desta forma, o grupo Violas passa a deter indirectamente a maioria do capital social da maior empresa de cervejas portuguesa, especifica o texto.

O valor global da operação foi de 233 milhões de euros.

Este montante divide-se entre os 130.480.000 euros, relativos aos 14% do Banco BPI na Viacer, e os 102.520.000 euros, correspondentes aos 11% do Fundo de Pensões do Banco BPI.