Documentário sobre artista Fernando Lemos em antestreia na Gulbenkian

"Uma vida. A vida feliz de um homem inquieto", resume Jorge Silva Melo, num texto sobre o filme que realizou sobre um criador que se destacou por ter fotografado actores, artistas e escritores no Portugal dos anos 1940 e 1950.

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 O documentário Fernando Lemos - 'como, não é retrato?', do realizador Jorge Silva Melo, vai ter antestreia a 15 de Fevereiro, às 18h30, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, anunciou esta quarta-feira a produção.

De acordo com os Artistas Unidos, o filme sobre a vida e obra do artista nascido em Portugal e radicado no Brasil, é o resultado de uma longa entrevista realizada em 2008, aquando de uma passagem por Lisboa, e outra, em 2017, em São Paulo.

"Uma vida. A vida feliz de um homem inquieto", resume Jorge Silva Melo, num texto sobre o filme sobre um criador que se destacou por ter fotografado actores, artistas e escritores no Portugal dos anos 1940 e 1950, revelando uma influência do movimento surrealista.

O artista português radicado desde 1953 no Brasil - onde obteve a nacionalidade poucos anos depois - deixou Portugal por oposição ao regime de Salazar.

"Foi para São Paulo, Brasil. E deixou-nos a mais impressionante galeria de retratos, eu diria que desde Columbano", sublinha Jorge Silva Melo, realizador, dramaturgo e editor, fundador da companhia Artistas Unidos.

Pintor, artista gráfico e fotógrafo, Fernando Lemos, actualmente com 91 anos, embora radicado no Brasil há décadas, continuou a mostrar o seu trabalho em Portugal, tendo exibido um vasto conjunto de retratos no Museu Berardo, em Lisboa, em 2016.

Participou em oito edições da Bienal de Arte de São Paulo, onde reside, e conta com mais de meia centena de exposições individuais.

Por seu turno, Jorge Silva Melo já realizou mais de uma dezena de documentários sobre artistas como Álvaro Lapa, Nikias Skapinakis, Ângelo de Sousa, José de Guimarães, Joaquim Bravo, António Sena, Bartolomeu Cid dos Santos e Sofia Areal.

Com imagem de José Luís Carvalhosa, som de Armanda Carvalho, montagem de Miguel Aguiar, misturas de Nuno Carvalho, o documentário de 75 minutos tem produção de Manuel João Águas e Pedro Jordão.

Esta produção dos Artistas Unidos teve o apoio da Rádio Televisão Portuguesa e da Fundação Calouste Gulbenkian.

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