Condé Nast suspende Mario Testino e Bruce Weber devido a acusações de abusos sexuais

Os dois fotógrafos negam as acusações de modelos e assistentes.

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Mario Testino EPA
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Bruce Weber,Bruce Weber EPA,EPA
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O fotógrafo italiano Mario Testino Reuters

A Condé Nast, que edita uma série de revistas, entre elas a Vogue, suspendeu a colaboração com Mario Testino e Bruce Weber, depois de uma série de modelos terem acusado os dois fotógrafos de assédio sexual.

As acusações foram feitas ao The New York Times, que no sábado publicou um artigo com o título Male Models Say Mario Testino and Bruce Weber Sexually Exploited Them.

No artigo, quase 30 homens, entre modelos e assistentes, dizem ter sido alvo de assédio sexual e de abuso de poder por parte dos dois conceituados fotógrafos. Quinze modelos retirados e em actividade acusam o americano Weber, de 71 anos, de “nudez desnecessária e de comportamento sexual coercivo".

Gene Kogan, que trabalhou como agente para uma agência de modelos entre 1996 e 2002, disse ao Times que era comum avisarem os modelos sobre a reputação de Weber, mas acrescentavam que se recusassem trabalhar com o fotógrafo era melhor "fazerem as malas e irem fazer outra coisa".

No caso de Testino, peruano de 63 anos, 13 assistentes e modelos falaram em investidas sexuais que incluiram apalpões e masturbação.

Queixas sobre Mario Testino, que retratou celebridades e membros da realeza britânica, circulam no mundo da moda desde os anos de 1990, dizem os modelos que falaram ao jornal de Nova Iorque. 

Jason Fedele contou que para se trabalhar com o fotógrafo peruano era preciso "fazer uma sessão de nus em Chateau Marmont”. Ryan Locke, outro modelo que trabalhou em campanhas da Gucci com Testino, diz que o fotógrafo é um "predador sexual".

Weber negou as acusações e o advogado de Testino disse que os acusadores "não podem ser considerados fontes fiáveis".

O advogado de Weber fez chegar ao New York Times uma declaração em que o fotógrafo diz estar "chocado e triste por estas acusações ultrajantes". "Acusações que nego veementemente".

A directora artística da Vogue, Anna Wintour, que também é a chefe de redacção da revista, disse em comunicado que "ouvir estas declarações foi de partir o coração". Num outro comunicado, este conjunto, Wintour junta-se ao chefe da Condé Naste, Bob Sauerberg, para dizerem que ficaram "muito abalados" com acusações. A Condé Nast também publica a GQ e a Vanity Fair