Suspeitos de assalto a carrinha de valores ficam em prisão preventiva

Dois arguidos ficam detidos. Já tinham antecedentes criminais.

Três agentes da PSP sofreram ferimentos e um dos suspeitos do assalto morreu no hospital
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Três agentes da PSP sofreram ferimentos e um dos suspeitos do assalto morreu no hospital Fábio AUgusto / Arquivo

Os dois homens detidos na sexta-feira, em Queluz de Baixo, Oeiras, depois de assaltarem uma carrinha de transporte de valores, em Lisboa, ficaram em prisão preventiva, informou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

Um terceiro elemento, baleado na cabeça, morreu na noite de sábado no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, para onde tinha sido encaminhado, com ferimentos graves causados pelos disparos dos agentes policiais, durante a perseguição que se seguiu ao assalto.

No momento em que a viatura dos suspeitos foi interceptada em Queluz de Baixo, no concelho de Oeiras, os homens abalroaram a viatura policial, provocando ferimentos em três polícias, que tiveram de receber tratamento hospitalar, disse na sexta-feira fonte da Direcção Nacional da PSP.

Os dois homens foram presentes ao juiz de instrução criminal, que lhes aplicou a medida de coacção mais gravosa, a prisão preventiva, “atendendo aos perigos de continuação da actividade criminosa, receio fundado de fuga, de perturbação do inquérito e da ordem pública”, lê-se numa nota publicada pela Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Os arguidos, indiciados dos crimes de roubo qualificado, detenção de arma proibida, receptação e furto qualificado, têm antecedentes criminais: um foi condenado a pena de prisão de cinco anos, suspensa na sua execução por igual período, enquanto outro foi condenado pelo crime de evasão.

Na sexta-feira, 29 de Dezembro de 2017, os três homens assaltaram uma carrinha de transporte de valores, no momento em que a viatura recolhia dinheiro de uma agência bancária, na estrada do Paço do Lumiar. A PGDL acrescenta que os arguidos faziam vigilâncias prévias dos locais e das carrinhas que pretendiam assaltar.

A investigação apurou que os arguidos estacionaram no local onde se encontrava a carrinha de transporte de valores e aguardaram pela saída do interior do banco do vigilante da empresa de segurança responsável pelo transporte do dinheiro. Nesse momento, atacaram-no “com murros e pontapés, ao mesmo tempo que lhe apontavam uma arma de fogo à cabeça”. Conseguiram roubar a mala e os dois sacos que a vítima transportava, com 100.000 euros, 300 euros e 600 euros, respectivamente.

Os suspeitos “encetaram de imediato uma fuga numa viatura” roubada em direcção à Rua de Diogo Cão, em Queluz de Baixo, onde viriam a ser detidos pela PSP, “após violenta reacção” dos suspeitos, “o que motivou disparos com armas de fogo” da parte dos agentes policiais “em resposta ao ataque” dos três homens.

A PGDL conta ainda que os três arguidos, juntamente “com outros indivíduos desconhecidos até à data”, tinham roubado a viatura usada neste assalto, e outras duas viaturas, “com a finalidade de as utilizarem em seguida, nos assaltos que planeavam”.

“Os arguidos não tinham profissão e viviam da subtracção violenta de valores, nomeadamente através dos assaltos em dependências bancárias ou dos CTT, de terminais Multibanco ou de carrinhas de valores”, sublinha a PGDL.

Há ainda “fortes indícios” de que estes arguidos, acompanhados de outros desconhecidos, a 18 de Dezembro de 2017, “entraram em passo de corrida na estação dos CTT de Alfragide, com a finalidade de subtraírem os valores guardados no cofre, o que apenas não conseguiram por motivos alheios à sua vontade, em consequência de dificuldades técnicas surgidas na ocasião”.

Mesmo assim, “os arguidos que tinham ordenado aos clientes para se deitarem no chão” e gritado: ‘Isto é um assalto!’, exigiram-lhes a entrega das respectivas carteiras”, apropriando-se de 1600 euros.

“Como um dos clientes se tivesse recusado a fazê-lo, os arguidos desferiram-lhe socos e pontapés no corpo e na cabeça de modo a apropriarem-se da carteira”, relata a PGDL.

Um dia antes, a 17 de Dezembro, “o mesmo grupo havia partido o shutter da saída de notas de um terminal Multibanco numa agência bancária, na Amadora”, e de um terminal existente na Junta de Freguesia de Sacavém, concelho de Loures, “com o propósito de se apoderarem das quantias em dinheiro existentes, o que não lograram conseguir”.

A investigação prossegue sob a direcção do Ministério Público no Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, com apoio da PSP.