Saiba por onde andou este ano

Há um serviço do Google que lhe mostra, dia após dia, todos os sítios por onde passou. Não é novo, mas pode passar despercebido.

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Os últimos dias de Dezembro são um bom momento para reflectir sobre o ano que passou. E, caso tenha zonas nebulosas na memória, a tecnologia pode dar uma ajuda. Sabe onde estava às 15h do dia 3 de Março? Dependendo das definições do seu telemóvel, o Google pode saber isso e muito mais.

Há uma funcionalidade que não é nova, mas que – como muitas outras soterradas na miríade de serviços e conveniências que a multinacional oferece – passa facilmente despercebida. Trata-se de um histórico de localização, que regista todos os sítios por onde o utilizador passa. Isto inclui os percursos entre casa e trabalho, os restaurantes a que foi, os supermercados em que fez compras, as casas dos amigos que visitou, as clínicas de saúde onde teve consultas e, basicamente, todos os passos, dia após dia, com uma grande precisão (embora não absoluta).

Para saber se tem esta funcionalidade activa, basta aceder a www.google.com/maps/timeline ou procurar nas opções da aplicação Google Maps. Em caso afirmativo, o mapa mostra-lhe os trajectos diários. Por exemplo, regista os dez quilómetros de carro que fez até ao trabalho e os 500 metros que caminhou para ir almoçar a um restaurante. O sistema tenta perceber se a deslocação foi feita a pé, em transportes públicos, de bicicleta, carro ou moto. E também funciona quando viaja para fora, mesmo com os dados móveis desligados. Sabe os aeroportos em que apanhou aviões, os hotéis em que esteve e os locais que visitou. Deambulou meio perdido pelas ruas de uma cidade desconhecida? Pode agora recordar esse trajecto com a clareza da vista aérea dos mapas do Google – e, talvez, rir-se da confusão que sentiu na altura. Toda a informação, garante a empresa, só pode ser vista pelo próprio utilizador.

Pode depois tomar uma resolução: desligar a funcionalidade e aumentar o seu nível de privacidade; ou deixar que o Google saiba por onde anda e ter assim uma espécie de memória suplente. Como em quase tudo, há vantagens em qualquer uma das opções.

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