Centeno não se deve esquecer que "começou por ser ministro das Finanças" - Marcelo

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Mário Centeno é o candidato favorito dos socialistas Daniel Rocha
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Marcelo Rebelo de Sousa pede a Centeno para não esquecer as razões que o podem levar a Bruxelas LUSA/JOSÉ COELHO

O Presidente da República defendeu este sábado que Mário Centeno, caso seja eleito presidente do Eurogrupo, não se deve esquecer que "começou por ser ministro das Finanças" e que só chegará a Bruxelas por esse motivo.

"Tem de olhar para a Europa e na Europa estar atento ao que é fundamental para a Europa, mas não se deve esquecer que começou por ser ministro das Finanças e só lá [ao Eurogrupo] chega por isso, não caiu do céu", afirmou hoje o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Banco Alimentar Contra a Fome, em Lisboa, o chefe de Estado defendeu, caso Mário Centeno assuma a presidência do Eurogrupo, que é "muito importante, fundamental" que o país "não perca o rumo em matéria financeira".

Sobre a candidatura de Mário Centeno, que é vista como uma das favoritas, Marcelo Rebelo de Sousa recusou "cantar vitória antes do termo do desafio" e alertou que podem existir votos dispersos pelos quatro candidatos.

"Trata-se de saber se há maioria clara ou não do ministro das Finanças português. Parece que sim, mas a votação é só na segunda-feira", disse.

O ministro das Finanças português, Mário Centeno, é o candidato oficial dos socialistas europeus (PSE) ao cargo de presidente do Eurogrupo.

Além de Mário Centeno, a corrida à presidência do Eurogrupo conta também com o Pierre Gramegna (Luxemburgo), Peter Kazimir (Eslováquia) e Dana Reizniece-Ozola (Letónia) e a eleição terá lugar na próxima reunião do Eurogrupo, agendada para segunda-feira, dia 4 de Dezembro.

 

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