Câmara de Lisboa investe cinco milhões da taxa turística na Eurovisão

Festival vai receber uma fatia de 30% do bolo de investimentos que se prevê financiado pelo Fundo de Desenvolvimento Turístico.

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A vitória de Salvador Sobral na edição deste ano valeu a Portugal a primeira organização do festival Reuters/GLEB GARANICH

Em 2018, parte da receita da taxa turística de Lisboa vai ser usada para financiar o Festival Eurovisão da Canção, que se realiza em Maio no Parque das Nações. A câmara tenciona investir cerca de cinco milhões de euros no evento.

Trata-se de um montante significativo no bolo de investimentos que a autarquia prevê financiar através do Fundo de Desenvolvimento Turístico, que é de 16,3 milhões para o próximo ano. Isto significa que 30% desse montante será canalizado para a Eurovisão.

"Vai ser um evento com enormes expectativas de retorno", disse João Paulo Saraiva, vereador das Finanças de Lisboa, na manhã desta quarta-feira, depois de apresentar as linhas gerais do orçamento municipal para 2018. O festival vai "projectar o nome de Portugal e de Lisboa de forma muito, muito expressiva para todo o globo", acrescentou.

A câmara espera arrecadar 14,5 milhões de euros através da taxa turística em 2018, o que é uma perspectiva conservadora, tendo em conta que, até este Outubro, foram cobrados 13,9 milhões e a autarquia espera fechar o ano com um valor igual ao que está a orçamentar para o próximo.

Ainda não é no próximo ano que vai começar a ser cobrada uma taxa pelas chegadas ao aeroporto ou ao porto. Depois de, no primeiro ano de aplicação da taxa turística, ter sido a ANA Aeroportos a pagar esse montante para não o cobrar aos passageiros, a câmara ainda não conseguiu decidir como vai aplicar a taxa às chegadas. Tem havido "enorme dificuldade em encontrar um sistema para operacionalizar nos termos em que está definida", admitiu João Paulo Saraiva, acrescentando ainda que os serviços municipais estão assoberbados de trabalho apenas com a taxa sobre as dormidas.