Sindicatos exigem abolição das portagens para o Interior

A USCB reagiu às declarações do ministro adjunto, Siza Vieira, que admite a revisão das portagens nas estradas que ligam o Interior mas apenas para "empresas de transportes e de mercadorias".

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Os sindicalistas argumentam que a redução, apenas para empresas de transportes e de mercadorias, não resolve qualquer problema da economia ADRIANO MIRANDA

A União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) defende que a única solução aceitável e justa para o Interior do país e, particularmente, para os utilizadores da A23, A24 e A25, é a abolição das portagens.

"A direcção da União dos Sindicatos de Castelo Branco/CGTP-IN vem, de forma muito clara e enérgica, reafirmar que a única solução aceitável e justa para o Interior do país e particularmente para a A23, A24 e A25 é a abolição das portagens", refere em comunicado divulgado nesta sexta-feira.

A USCB reagiu desta forma às declarações proferidas no Parlamento pelo ministro Adjunto, Siza Vieira, que admite a revisão das portagens nas estradas que ligam ao Interior, mas que esta nova revisão se destina a "empresas de transportes e de mercadorias".

Os sindicalistas argumentam que a redução para empresas de transportes e de mercadorias não resolve qualquer problema da economia.

"Penalizaria gravemente as populações e trabalhadores que têm de se deslocar por motivos da sua vida pessoal, familiar e profissional, não tem em conta as micro, pequenas e médias empresas que não têm actividade de transportes e continuaria a ser um obstáculo ao desenvolvimento do turismo da nossa região, com consequências negativas para a indústria hoteleira e da restauração", frisa o sindicato.

"Qualquer solução que não seja a abolição dá-nos o direito de desenvolvermos uma campanha para que em futuras eleições o partido do Governo seja fortemente penalizado pelos eleitores do Interior do país", lê-se na nota.

A USCB reafirma que o Orçamento do Estado para 2018 deve consagrar a abolição das portagens e deixa um apelo aos partidos com assento na Assembleia da República para que, em sede de discussão e votação final, imponham a abolição das portagens.