Morais Sarmento não se compromete com Rio e assume-se mais próximo de Santana

Ex-ministro falou à Renascença ainda antes de ser conhecida a candidatura de Santana Lopes.

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Nuno Morais Sarmento num evento organizado por Pedro Rodrigues, ex-líder da JSD Rui Gaudêncio

O antigo ministro de Durão Barroso, Nuno Morais Sarmento, não se quis comprometer com a candidatura de Rui Rio, mas também criticou Pedro Santana Lopes, no programa Falar Claro da Rádio Renascença, gravado ainda antes de Santana Lopes assumir esta terça-feira à noite, na SIC, que era candidato à liderança do PSD.

Morais Sarmento escusou-se a dizer “preto no branco" ou "branco no preto” que é apoiante de Rui Rio, quando questionado sobre esse assunto no programa e depois de na passada semana ter admitido que poderia voltar a caminhar junto com o ex-autarca do Porto.

“Nessa altura [semana passada, quando disse que podia fazer caminho com Rui Rio ] os militantes de que me falava eram Luís Montenegro …. Não eram estes … Vamos esperar… Não é manter tabu nenhum, não posso dizer se sim ou não apoio candidaturas que não existem ou posições que não existem”, afirmou, acrescentando que “era impossível” dizer, na passada semana, que estava “engajado com quem quer que seja.” 

Morais Sarmento também não se posicionou claramente ao lado de Santana Lopes, apesar de reconhecer que politicamente está mais próximo do ex-primeiro-ministro. “Pela prática, pelo posicionamento antigo, Rui Rio sempre esteve na ala esquerda do PSD. Eu sempre tive um posicionamento muito mais à direita, como Pedro Santana Lopes ou como Marcelo. Temos de ter memória para ter coerência de posicionamento”, afirmou, lembrando que travou “muitos combates ao lado de Santana Lopes” que “lutou contra o Bloco Central” e que depois “veio a Nova Esperança”.

Apesar das memórias, o antigo ministro criticou a vontade de Santana Lopes de se candidatar a várias cargos: “Vejo com dificuldade que ele possa estar a pensar seriamente a pensar ser candidato presidencial, depois a pensar ser candidato à Câmara de Lisboa e, dois meses depois, ser candidato à liderança do PSD. Admito que ele tenha uma cabeça que o permita. São combates tão distintos que exigem uma concentração, um foco ….A mim faz-me confusão.”