Barragem de Porto Rico em risco de ceder por causa do furacão Maria

Autoridades do país estão a retirar com urgência cerca de 70.000 pessoas.

Depois do furacão, a população de Porto Rico tem de enfrentar cheias causadas pela chuva
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Depois do furacão, a população de Porto Rico tem de enfrentar cheias causadas pela chuva Thais Llorca/AFP

Uma barragem em Porto Rico, no lago Guajataca, no Noroeste do país, ameaça ceder, obrigando à retirada de cerca de 70.000 pessoas. O governo já accionou um plano de emergência para abertura gradual das comportas, que podem vir abaixo devido à quantidade de água acumulada, em resultado das fortes chuvas, decorrentes do furacão Maria.

A barragem sofreu uma "fissura", disse o governador de Porto Rico, Ricardo Rosselló, numa conferência de imprensa, realizada esta sexta-feira à tarde. Rossello alertou o prefeito Carlos Delgado que a evacuação era urgente.

Segundo a Reuters, Christina Villalba, uma funcionária dos serviços de emergência disse que havia poucas dúvidas de que a barragem estava prestes a colapsar. "Pode ser esta noite, pode ser amanhã, pode ser nos próximos dias, mas é muito provável que seja em breve", disse à Reuters por telefone, na noite desta sexta-feira.

Já Abner Gomez, chefe dos serviços de emergência de Porto Rico, explicou que os portões da barragem sofreram danos mecânicos durante a tempestade, tornando impossível a abertura de comportas para deixar sair a água. Segundo o Washington Post, Gomez disse que, nas condições actuais, com a queda da água após o furacão, "não há como consertá-los" neste momento.

O primeiro alerta partiu do Serviço Meteorológico Nacional, que recomendou aos habitantes das margens do rio Guajataca que se dirijam para locais mais altos. A Guarda Nacional encontra-se a apoiar a evacuação dos habitantes.

Os municípios que podem ser afectados pela ruptura são os de Isabela y Quebradillas e parte de San Sebastian.

Depois de ventos de mais de mais de 200 quilómetros por hora, que provocaram pelo menos 25 mortos, as chuvas torrenciais e as inundações ameaçam agora o país, que se encontra sem luz eléctrica e sem comunicações em algumas zonas.

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