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Desarmamento das FARC concluído com entrega de mais de 8 mil armas

O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que foi dado o "último suspiro" do conflito armado que durante mais de meio século afectou o país.

O Presidente Juan Manuel dos Santos esteve na província de La Guajira, de onde partiu o último contentor com as armas entregues pelos guerrilheiros das FARC.
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O Presidente Juan Manuel dos Santos esteve na província de La Guajira, de onde partiu o último contentor com as armas entregues pelos guerrilheiros das FARC. LUSA/Colombian Presidency

Os guerrilheiros das FARC entregaram mais de 8000 armas e quase 1,3 milhões de munições, confirmaram as Nações Unidas nesta terça-feira, ao concluir oficialmente o processo de desarmamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

A ONU, que tem supervisionado a entrega de armamento do grupo rebelde colombiano, removeu hoje o último carregamento de armas de um armazém em Fonseca, na província de La Guajira, uma das zonas onde as FARC se tinham fixado.

O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que foi dado o "último suspiro" do conflito armado que durante mais de meio século afectou o país. "Com a entrega destas armas, o conflito termina verdadeiramente e uma nova fase começa na vida da nossa nação", disse o chefe de Estado da Colômbia.

O acordo de paz entre as FARC e o Governo de Juan Manuel Santos foi assinado em Agosto do ano passado. Estima-se que o conflito tenha feito 260.000 mortos, 45.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

“Até hoje, a nossa missão reuniu 8112 armas nestes contentores e destruiu quase 1,3 milhões de munições”, referiu o chefe de missão da ONU para a colômbia, Jean Arnault. A quantidade de armas recolhidas é superior à previsão que a ONU tinha feito em Junho, de 7132 armas. 

Cerca de sete mil guerrilheiros das FARC desmobilizaram na sequência do acordo assinado no ano passado. Cumpridas as exigências, o movimento será reconvertido numa organização política com direito a 10 lugares não eleitos no Congresso colombiano. O acordo concede ainda amnistia à maioria dos ex-militantes. Os rebeldes condenados por tribunais especiais por violações de Direitos Humanos poderão evitar sentenças de prisão tradicionais, com penas alternativas que poderão incluir, por exemplo, o trabalho de remoção de minas terrestres.

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