Economia portuguesa volta a crescer 2,8% no segundo trimestre

A economia nacional cresceu 2,8% no segundo trimestre face a igual período do ano passado e 0,2% face ao primeiro trimestre do ano.

A previsão de crescimento feita pelo Governo para 2017 é de 1,8%.
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A previsão de crescimento feita pelo Governo para 2017 é de 1,8%. LUSA/TIAGO PETINGA

A economia portuguesa cresceu 2,8% no segundo trimestre deste ano face a igual período do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que adianta ainda que a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) face ao primeiro trimestre do ano foi de 0,2%.

O crescimento homólogo da economia registado no segundo trimestre é, assim, igual ao verificado nos primeiros três meses do ano, período em que a economia também avançou 2,8%. Já na variação em cadeia, os dados do INE mostram que houve uma desaceleração no crescimento, uma vez que no primeiro trimestre a economia cresceu 1% e agora apenas avançou 0,2%.

"A procura externa líquida registou um contributo ligeiramente negativo para a variação homóloga do PIB", segundo o INE, que se explica pelo facto de se ter registado "uma mais acentuada desaceleração em volume das Exportações de Bens e Serviços do que das Importações de Bens e Serviços". Já a procura interna "manteve um contributo positivo elevado, superior ao do trimestre precedente, em resultado da aceleração do Investimento".

Já para a variação em cadeia - face ao primeiro trimestre do ano - "o contributo da procura externa líquida (...) foi negativo; em contrapartida, o contributo da procura interna aumentou devido à evolução do Investimento, em que o contributo quer da Variação de Existências, quer da FBCF foram positivos, o desta última inferior ao observado no trimestre anterior", revela o Instituto.

De acordo com as estimativas dos analistas contactados pela Lusa, a expectativa dos economistas apontava para um crescimento de 3% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP), da Universidade Católica, foi a entidade que apresentava a projeção mais optimista (de 3,3%), seguindo-se o BBVA (3%), o Montepio (2,9%) e o ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão (2,8%). 

Também na comparação com o trimestre anterior, a previsão mais optimista era a do NECEP, que apontava para um crescimento em cadeia de 0,7%, seguindo-se a do BBVA (de 0,4%) e a do Montepio e a do ISEG, de 0,3% em ambos os casos, o que corresponde a um crescimento em cadeia de 0,4% no segundo trimestre, em termos médios.

A previsão de crescimento feita pelo Governo para 2017 é de 1,8%.