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PCP valoriza aumentos nas pensões e avisa que evolução é para manter no OE2018

Para Jerónimo de Sousa, o país está perante "uma inversão no sentido do progresso e não do retrocesso, que importa valorizar".

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Jerónimo de Sousa já está a pensar no próximo Orçamento do Estado LUSA/ANTÓNIO COTRIM

O secretário-geral do PCP considerou hoje que o aumento extraordinário das pensões a partir de Agosto é resultado da persistência e da luta dos comunistas e que esta inversão política positiva deve continuar no Orçamento para 2018.

"É justo que no próximo Orçamento do Estado seja considerado este sentido evolutivo no aumento das pensões e das reformas", declarou Jerónimo de Sousa, numa declaração política na Assembleia da República.

Perante os jornalistas, o secretário-geral do PCP começou por frisar que, com base na "persistência" e nas propostas dos comunistas, no âmbito do Orçamento do Estado para este ano, a partir de Agosto vai haver um aumento extraordinário das pensões e das reformas no valor entre seis e 10 euros, abrangendo cerca de dois milhões de cidadãos.

"É um passo adiante, embora consideremos que se trate de um passo que deve continuar a fazer caminho, já que, abrange apenas aqueles que têm pensões e reformas até aos 631 euros. Mesmo assim, pensamos que este passo representa uma inversão, porque, durante anos consecutivos, os reformados e os pensionistas sofreram ora o congelamento ora o corte", defendeu o secretário-geral do PCP.

Para o líder dos comunistas, o país está assim agora perante "uma inversão no sentido do progresso e não do retrocesso, que importa valorizar".

"Este passo tem tanto maior significado já que, durante muito tempo, o PCP esteve sozinho neste combate, com o Governo a dizer que não era possível e com outros a considerarem que era suficiente o aumento do complemento solidário para idosos. Mas esta luta, afinal, valia a pena e demonstrou-se que era possível concretizar um aumento das pensões", declarou Jerónimo de Sousa.

Na conferência de imprensa, o secretário-geral do PCP identificou também medidas positivas, "embora claramente ainda insuficientes", em relação a cidadãos com carreiras contributivas superiores a 40 anos.

"Muitos pensionistas e reformados terão de continuar a aguardar por novos avanços. A medida [do Governo] não é a proposta apresentada pelo PCP, o partido não conseguiu todos os objectivos, mas está aberto um caminho. O sentido é de progresso e não de retrocesso como no passado recente", sustentou o secretário-geral comunista.

Jerónimo de Sousa advertiu depois que no domínio das pensões importa ter em conta a situação social existente no país. "Há que não esquecer que milhões de reformados e pensionistas continuam a viver no limiar da pobreza e continuam a sentir-se injustiçados, alguns após uma vida de trabalho", salientou.