Morreu estudante norte-americano libertado pela Coreia do Norte

Otto Warmbier tinha sido libertado na terça-feira e transportado para os EUA sob controlo clínico por estar em coma.

O Supremo Tribunal norte-coreano tinha condenado Warmbier a 15 anos de trabalhos forçados por “crimes contra o Estado” da Coreia do Norte
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O Supremo Tribunal norte-coreano tinha condenado Warmbier a 15 anos de trabalhos forçados por “crimes contra o Estado” da Coreia do Norte Reuters/KIM KYUNG-HOON

Otto Warmbier, estudante norte-americano libertado pela Coreia do Norte, morreu esta terça-feira, informa a família em comunicado. O estudante tinha sido libertado na passada terça-feira e transportado para os Estados Unidos sob controlo clínico uma vez que se encontrava em coma.

“Quando o Otto voltou para os EUA, a 13 de Junho, não conseguia falar, nem ver e era incapaz de reagir a estímulos verbais. Ele parecia bastante desconfortável – quase angustiado” escreveu a família em comunicado. “Nunca mais vamos conseguir ouvir a sua voz novamente. Num dia a sua expressão facial mudou – ele estava em paz. Estava em casa e penso que ele conseguiu sentir isso”, escreveram.

“Os tempos futuros não serão passados com um rapaz acolhedor, envolvente e brilhante cuja curiosidade e entusiasmo pela vida não conheciam limites”, pode ler-se ainda.

O estudante de 22 anos contraiu botulismo logo após o seu julgamento no ano passado, e desde essa altura ficou em coma. Na quinta-feira, o neurologista Daniel Kanter, durante uma conferência de imprensa da equipa médica que estava a tratar Otto Warmbier, afirmou que o estudante apresentava “danos cerebrais graves”, causados por uma paragem cardio-respiratória. Warmbier também não respondia a estímulos externos.

O Supremo Tribunal norte-coreano tinha condenado Warmbier, em Março de 2016, a 15 anos de trabalhos forçados por “crimes contra o Estado” da Coreia do Norte. O estudante de Economia da Universidade da Virgínia tinha sido detido em Janeiro desse ano, depois de, alegadamente, ter tentado roubar um cartaz de propaganda política do hotel onde estava hospedado, em Pyongyang.