Eleitos do PS nas freguesias também se afastam de Rui Moreira

Socialistas tinham cargos nos executivos do Bonfim, Ramalde, Lordelo do Ouro e Massarelos e União das Freguesias do Centro Histórico.

Esta segunda-feira Manuel Pizarro e os restantes vereadores do PS entregaram pelouros a Rui Moreira
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Esta segunda-feira Manuel Pizarro e os restantes vereadores do PS entregaram pelouros a Rui Moreira Nelson Garrido

Os eleitos do PS que participam na gestão de Juntas de Freguesia em coligação com o movimento de Rui Moreira decidiram entregar os seus pelouros em solidariedade com os vereadores socialistas no executivo municipal que ontem também formalizaram essa decisão, já anteriormente anunciada, junto do presidente da Câmara do Porto, depois deste ter recusado o apoio deste partido nas próximas eleições.

Em comunicado, a concelhia do PS explica que a decisão se aplica a quatro Juntas de Freguesia onde este acordo está em vigor – Bonfim, Ramalde, Lordelo do Ouro e Massarelos e União de Freguesias do Centro Histórico – e não coloca em causa a governabilidade das juntas até às eleições. “Desta forma, os eleitos do PS honram o mandato para o qual foram eleitos e que cumpriram diligentemente em coligação ao longo de quase quatro anos, respeitando o programa que apresentaram aos cidadãos do Porto”, garante a concelhia.

Os socialistas vincam que “em nenhum momento os eleitos do PS procuraram condicionar ou usurpar a identidade de qualquer movimento, porque numa democracia madura os acordos celebrados cumprem-se no respeito pela identidade de todos os que os compõem. Foi sempre assim e o Porto sabe-o”, insistem, numa resposta às declarações públicas de Rui Moreira sobre o que levou a afastar-se do PS e a prescindir do apoio deste partido para as próximas eleições.

“Os socialistas foram parceiros dedicados e leais ao longo deste mandato e lamentam profundamente que, a pretexto de quaisquer declarações, os dirigentes do movimento do Dr. Rui Moreira tenham visto uma oportunidade para afastar os socialistas com argumentos que a cidade não compreendeu. Não precisamos de atacar nenhuma instituição democrática - como os partidos - para afirmar que connosco a cidade está mesmo em primeiro”, argumentam.