Familiares de vítimas do ataque de San Bernardino processam Twitter, Google e Facebook

Queixosos alegam que as empresas providenciaram "apoio material" ao Daesh ao permitirem que a propaganda extremista alastrasse livremente.

14 pessoas morreram durante ataque realizado por casal radicalizado
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14 pessoas morreram durante ataque realizado por casal radicalizado Reuters/JONATHAN ALCORN

Os familiares de três vítimas do massacre de Dezembro de 2015 em San Bernardino, na Califórnia, processaram o Facebook, Google e Twitter, alegando que estes gigantes tecnológicos permitiram que o Daesh florescesse nas redes sociais.

Os queixosos argumentam que ao permitir aos militantes do Daesh divulgarem livremente a sua propaganda nas redes sociais, as três empresas providenciaram “apoio material” ao grupo terrorista e abriram caminho a ataques como o de San Bernardino.

“Durante anos que os acusados têm, como é conhecido, imprudentemente providenciado ao grupo terrorista ISIS (sigla pelo qual também é conhecido o Daesh) contas para utilizar nas redes sociais como instrumento para espalhar a propaganda terrorista, arrecadar fundos e atrair novos recrutas”, afirmam os familiares de Sierra Clayborn, Tin Nguyen e Nicholas Thalasinos na queixa de 32 páginas, que deu entrada no tribunal distrital de Los Angeles na quarta-feira.

“Sem os acusados Twitter, Facebook e Google (Youtube), o crescimento explosivo do ISIS ao longo dos últimos anos, tornando-se o mais temível grupo terrorista do mundo, não teria sido possível”, afirmam ainda os queixosos.

Uma porta-voz do Twitter recusou-se a comentar o caso. A Reuters não conseguiu, por outro lado, contactar os representantes do Facebook e Google até à tarde desta quinta-feira.

Syed Rizwan Farook e a sua mulher, Tashfeen Malik, abriram fogo numa festa no edificio governamental onde trabalhava Farook no dia 2 de Dezembro de 2015, vitimando mortalmente 14 pessoas e ferindo outras 22.

Farook, um homem de 28 anos nascido nos EUA e filho de imigrantes paquistaneses, e Malik, 29 anos, originária do Paquistão, morreram durante uma troca de tiros com a polícia horas depois do ataque.

As autoridades concluíram que os atacantes foram inspirados por militantes jihadistas. O Daesh reivindicou também o ataque.